A taxa de desocupação no Brasil voltou a subir e chegou a 5,8% no trimestre encerrado em abril, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad Contínua), divulgados nesta quinta-feira (28/5). No período, 6,3 milhões de pessoas estavam em busca de uma vaga sem sucesso, o que representa 471 mil desocupados a mais em relação ao trimestre encerrado em março.
Embora tenha registrado perda de ocupação, o mercado de trabalho ainda mantém um patamar elevado em relação aos anos anteriores. Segundo Adriana Beringuy, coordenadora de Pesquisas Domiciliares do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a taxa de desocupação segue no menor nível já observado para um trimestre encerrado em abril desde o início da série histórica.
“Quando observamos apenas os trimestres móveis encerrados em abril de cada ano da pesquisa, essa taxa de 5,8% é a menor estimativa de desocupação já registrada para esse período”, destacou.
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A taxa de subutilização da força de trabalho, que mede o desperdício do potencial produtivo da população, foi estimada em 13,8% e permaneceu estável no trimestre. Na comparação com o mesmo período do ano anterior, o indicador recuou 11,1%, o equivalente a 2 milhões de pessoas a menos.
O percentual de desalentados, que corresponde às pessoas que desistiram de procurar trabalho, também permaneceu estável no período. Já a taxa de informalidade recuou de 37,5% para 37,2%.
Rendimento
O rendimento real habitual de todos os trabalhos se mantém em patamar recorde, estimado em R$ 3.732, com estabilidade no trimestre e crescimento de 5,3% na comparação anual.
Já a massa de rendimento real habitual, que representa o total de rendimentos gerados por todos os trabalhadores ocupados no país, somou R$ 377 bilhões e também ficou estável no período trimestral, mas avançou 6,5% em um ano, o equivalente a um aumento de R$ 22,9 bilhões.
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