
Os ataques virtuais estão entre as principais ameaças também para o setor industrial, junto com crimes patrimoniais, como furtos e roubos. Entre empresários, a preocupação é crescente, já que invasões do tipo podem paralisar as operações por horas, ou mesmo dias, com grande prejuízo para a produção.
Segundo a pesquisa Segurança Patrimonial, realizada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) em parceria com a Nexus, 17% das fábricas registraram incidentes de segurança cibernética, 20% sofreram com roubo de cargas nas rodovias, e 16% foram alvo de crimes patrimoniais.
De acordo com o levantamento, 30% das vítimas cibernéticas tiveram perdas financeiras diretas. "O que acontece, muitas vezes, a partir de invasão de hackers, é a paralisação do próprio sistema de produção. A cada minuto, hora ou dia de produção paralisada, a empresa está experimentando prejuízo", explicou o assessor especial da CNI Cassio Borges.
Além desse tipo de insegurança, há também um outro problema no que tange a roubo de dados. Borges alerta que, dependendo das informações sequestradas em invasões, as empresas podem sofrer prejuízo reputacional.
Contudo, a pesquisa mostra que mais da metade das empresas ainda gastam pouco com segurança digital: 59% investe menos de 0,5% do faturamento com essa proteção. Como alternativa, as indústrias têm usado táticas de defesas como backups de informações (75%) e softwares de segurança (67%).
Roubo
Mesmo com o avanço da digitalização, crimes mais tradicionais ainda causam grande parte da preocupação do setor. Uma em cada cinco indústrias já sofreu roubo de mercadorias, e 68% dos entrevistados no estudo afirmam que as subtrações acontecem nas rodovias. Outro grande problema citado é o furto de cabos.
Para se proteger, as companhias acabam investindo em soluções que elevam o preço do produto final, como a contratação de seguro de carga, câmeras e equipes de monitoramento. "Isso tudo só faz com que haja um encarecimento da produção industrial, e , consequentemente, do produto brasileiro. Então, se comparar o mercado interno com o externo, isso inviabiliza a competição das empresas brasileiras. Esse é um problema econômico seríssimo", enfatizou Cassio.

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