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AGU pede remoção de canais no YouTube que ensinam apostas ilegais

Notificação aponta que canais, sob fachada de marketing digital, promovem apostas ilegais sem cumprir exigências legais

Perfis publicam tutoriais que ensinam a desenvolver plataformas de cassino on-line e apresentam estratégias de marketing -  (crédito: Szabo Viktor/Unsplash)
Perfis publicam tutoriais que ensinam a desenvolver plataformas de cassino on-line e apresentam estratégias de marketing - (crédito: Szabo Viktor/Unsplash)

A Advocacia-Geral da União (AGU) notificou, nesta sexta-feira (3/7), o Google Brasil, responsável pelo YouTube no país, para a remoção imediata de canais que ensinam a criar e divulgar plataformas de apostas ilegais no Brasil. A iniciativa, conduzida pela Procuradoria Nacional de Defesa da Democracia (PNDD), busca garantir o cumprimento da legislação vigente e de decisões do Supremo Tribunal Federal (STF).

Segundo a AGU, os perfis publicam tutoriais que ensinam a desenvolver plataformas de cassino on-line e apresentam estratégias de marketing para a exploração do chamado "jogo do bicho on-line", prática considerada contravenção penal pela legislação brasileira.

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Os conteúdos foram identificados após uma investigação realizada pela Agência Lupa. De acordo com a notificação, embora os responsáveis pelos canais se apresentem como empresas de marketing digital, os vídeos incentivam atividades de apostas não regulamentadas e desconsideram exigências legais, como autorização e certificação para funcionamento.

A AGU fundamenta o pedido na Lei nº 14.790/2023, que estabelece que as apostas de quota fixa somente podem ser exploradas por empresas previamente autorizadas pelo Ministério da Fazenda. O órgão também destaca que os próprios Termos de Uso do YouTube proíbem conteúdos que facilitem o acesso a serviços regulamentados oferecidos de forma irregular, incluindo plataformas de jogos de azar sem certificação.

Na avaliação da instituição, a permanência desse tipo de material na plataforma representa riscos à proteção dos consumidores e à integridade das informações disponibilizadas na internet. A AGU argumenta ainda que a divulgação dessas práticas pode estar associada a crimes como lavagem de dinheiro e sonegação fiscal.

No documento encaminhado ao Google, a Advocacia-Geral da União alerta que a eventual omissão na remoção dos conteúdos poderá acarretar responsabilidade civil solidária à plataforma, caso permaneça permitindo a divulgação de materiais que incentivem atividades ilegais.

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postado em 03/07/2026 16:51
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