IBGE

Safra de grãos é revisada para baixo e passa a 347,4 mi de toneladas

Nova estimativa é 0,8% menor que a divulgada em maio, com redução de 3 milhões de toneladas, mas ainda supera em 0,4% a safra de 2025

Soja, milho e arroz seguem como os principais produtos da safra e respondem por 92,8% da produção -  (crédito: Fernando Frazão/Agência Brasil)
Soja, milho e arroz seguem como os principais produtos da safra e respondem por 92,8% da produção - (crédito: Fernando Frazão/Agência Brasil)

A estimativa de junho para a safra brasileira de cereais, leguminosas e oleaginosas foi revisada para 347,4 milhões de toneladas, informou nesta terça-feira (14/7) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O novo levantamento é 0,8% menor que o divulgado em maio, uma redução de 3 milhões de toneladas. Na comparação com a safra de 2025, no entanto, a produção ainda deve crescer 0,4%, o equivalente a 1,3 milhão de toneladas.

A área a ser colhida foi estimada em 83,2 milhões de hectares, alta de 1,9% em relação à área colhida no ano passado. Em comparação com maio, houve leve recuo de 0,1%, o equivalente a cerca de 61 mil hectares.

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Soja, milho e arroz seguem como os principais produtos da safra e respondem por 92,8% da produção estimada e 87,4% da área cultivada. A produção de soja foi estimada em 174,8 milhões de toneladas, novo recorde da série histórica do IBGE, com alta de 5,3% em relação a 2025. Já o milho deve alcançar 136,5 milhões de toneladas, queda de 3,7% na comparação anual, enquanto a produção de arroz foi estimada em 11,2 milhões de toneladas, recuo de 11,8%.

Entre as demais culturas, o IBGE estima produção de 6,6 milhões de toneladas de trigo, redução de 15% frente à safra anterior; 9,1 milhões de toneladas de algodão (-8,2%); e 5,6 milhões de toneladas de sorgo, volume 2,9% superior ao de 2025.

Na comparação com maio, as maiores revisões positivas ocorreram nas estimativas de produção de canola (+71,8%), aveia (+5,8%), gergelim (+5,7%), uva (+4,6%), cevada (+1,0%) e soja (+0,1%). Por outro lado, as projeções para trigo (-7,7%), milho da segunda safra (-2,6%), café canephora (-3,6%), cacau (-1,0%) e sorgo (-0,9%) foram reduzidas.

Centro-Oeste 

O Centro-Oeste permanece como a principal região produtora do país, com estimativa de 172,4 milhões de toneladas, o equivalente a 49,6% da produção nacional. Em seguida aparecem o Sul, com 92,4 milhões de toneladas (26,5%), o Sudeste, com 30,8 milhões (8,9%), o Nordeste, com 29,8 milhões (8,6%), e o Norte, com 22,2 milhões de toneladas (6,4%).

Entre os estados, Mato Grosso continua liderando a produção nacional de grãos, com participação de 31,3%, seguido por Paraná (13,7%), Rio Grande do Sul (10,7%), Goiás (9,7%), Mato Grosso do Sul (8,4%) e Minas Gerais (5,5%). Juntos, esses seis estados concentram 79,3% da produção brasileira.

O levantamento também aponta que a produção brasileira de café, considerando as variedades arábica e canephora, deve alcançar 66 milhões de sacas de 60 quilos, alta de 14,7% em relação a 2025, apesar da revisão de 1,2% para baixo frente à estimativa de maio.

 

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postado em 14/07/2026 10:20
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