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Vendas de veículos deve crescer 8,6% em 2026, indica Fenabrave

Automóveis comerciais e motocicletas impulsionam resultados do setor até agosto, de acordo com a entidade

Veículo -  (crédito: Marcello Casal Jr/Agência Brasil)
Veículo - (crédito: Marcello Casal Jr/Agência Brasil)

São Paulo (SP) - O cenário de juros altos e crédito restrito não deve ser um empecilho para o crescimento das vendas de veículos no Brasil em 2026. Dados divulgados nesta terça-feira (18/8) pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), durante a 34º edição do congresso anual da entidade, mostram que o volume de vendas em todo o ano deve crescer 8,6%, na comparação com 2025.

O resultado positivo é impulsionado pelo crescimento das vendas de automóveis comerciais leves e motocicletas, que devem apresentar uma expansão do número de vendas de 8,8% e 10%, respectivamente. Por outro lado, todos os outros segmentos devem registrar queda no número de veículos comercializados, como caminhões (7,8%), ônibus (9,2%) e implementos rodoviários (10,6%).

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De janeiro até a primeira dezena de agosto, o setor vendeu cerca de 3,43 milhões de veículos, o que corresponde a um crescimento de 14,8% na comparação com o mesmo período do ano anterior, quando a produção chegou a 2,99 milhões.
Os resultados parciais de agosto também mostram um crescimento de 6,9% ante julho e de 11,6% em relação ao mesmo mês de 2025.

Durante o congresso, realizado em São Paulo, o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, enalteceu a resiliência do setor e atribuiu o crescimento das vendas em 2026 a programas do governo federal, como Carro Sustentável e Move Brasil. Este último, tem braços específicos voltados para ônibus e caminhões e para motoristas de aplicativo e entregadores.

"Esse conjunto de medidas tomadas pelo governo federal, algumas estruturantes e outras episódicas, como, por exemplo, esses mais recentes programas, têm conseguido, graças à integração com o setor produtivo, tanto com a indústria, a Anfavea, todas as montadoras, fabricantes e também importadores e os representantes, distribuidores, revendedores, acho que nós conseguimos assistir um aquecimento do mercado", destacou o ministro, durante a abertura do evento.

Apesar do crescimento, o ministro disse que seria possível aumentar ainda mais a produção e culpou os juros altos pela dificuldade em aquecer o mercado. "Acessar o crédito bancário é a pior opção para qualquer empresário, qualquer empreendedor, porque não vai suportar essa taxa de juros. Esse é o grande desafio.E não há razões macroeconômicas para essa trajetória", disse Elias Rosa. Atualmente, a taxa básica de juros está em 14% ao ano.

No mesmo evento, o presidente da Fenabrave, Arcelio Júnior, destacou a importância do segmento de concessionárias e distribuição de veículos como essencial para a economia nacional. “Somos o elo vital que conecta a indústria ao cidadão brasileiro”, disse o líder da entidade, que ressaltou, ainda, que o setor deve se preocupar em se expandir dentro do Brasil, e não no exterior, para aquecer o mercado interno.

“Os nossos investimentos importam e não vamos sair do país amanhã se os negócios não forem tão bem. Ao contrário, vamos lutar, como temos feito, para crescer aqui, pois o Brasil é a nossa matriz. Não estamos em busca de outras terras, mas em expansão de negócios. Negócio que pertence a nós e às nossas famílias, porque as nossas empresas têm dono, têm raízes”, disse o presidente.

Além do ministro e do presidente da entidade, a cerimônia de abertura reuniu outras autoridades, como o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, do vice-governador de São Paulo, Felício Ramuth, e do secretário Especial de Projetos Estratégicos do Estado de São Paulo, Guilherme Afif Domingos

*O jornalista viajou a convite da Fenabrave

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postado em 19/08/2026 00:57
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