Aldo Paviani, geógrafo e professor emérito da Universidade de Brasília (UnB)
Ao chegar em Brasília, em primeiro de junho e 1969, deparei-me com uma cidade em construção: havia dois núcleos urbanos, preexistentes – Brazlândia e Planaltina – este município goiano – agora incluído ao Distrito Federal (DF) e Brazlândia distrito de Luziânia, também incluído como Região Administrativa do DF.
O Plano Piloto inteiramente em construção: o eixo rodoviário asfaltado e as W-3 em terra batida com uma única pista com duas mãos. A W-3 Sul com o comércio se instalando em um lado e, no outro, ocupado por residências.
Navegue pelo especial W3: a avenida de Brasília para conhecer cada detalhe dessa história.
Na W-3 Norte, havia de um lado obras para construção de instituições públicas ou empresas e, do outro, comércio em barracos de madeira e algumas lojas em alvenaria (acrescente-se que, por falta de camada asfáltica havia muita poeira. Todavia, aos poucos o asfalto foi sendo colocado na via).
Ambas as avenidas ganhando aspecto de cidade em formação. À época as vias W-3 eram eixos de circulação, tendo um dinamismo acentuado pelo seu papel de ligação da Asa Norte e Asa Sul; recentemente, com os viadutos, houve aumento da rapidez da circulação de veículos; antes havia necessidade de dar a volta ao sul da Rodoviária.
Nos dias de hoje, ambas W-3 possuem papel importante em Brasília: integração das Asa Norte e Asa Sul.
