Violência

Árbitro, na súmula, chama invasão de torcidas de Cruzeiro e Coxa de briga generalizada

Árbitro, na súmula, chama invasão de torcidas de Cruzeiro e Coxa de briga generalizada -  (crédito: Jogada10)
Árbitro, na súmula, chama invasão de torcidas de Cruzeiro e Coxa de briga generalizada - (crédito: Jogada10)
Jogada10
postado em 12/11/2023 13:43

O confronto decisivo na briga contra o rebaixamento entre Cruzeiro e Coritiba, na Vila Capanema, ficou marcado pelo enfrentamento entre torcedores de ambos os times. O árbitro da partida, Bráulio da Silva Machado (Fifa-SC), classificou o episódio como “confronto generalizado” na súmula. No documento oficial do jogo ele também esclareceu as condições de segurança, decisões que tomou e como ocorreu o reinício do duelo.

Alguns torcedores da Raposa entraram no campo, após o Coxa marcar o seu único gol da partida, aos 45 minutos da etapa final, empatando o jogo.  Imediatamente, por segurança, os atletas das duas equipes foram para os vestiários. Em seguida, foi a vez de parte da torcida do Coritiba invadir o gramado, que se transformou no palco de uma batalha.

Súmula da partida entre Coritiba e Cruzeiro com detalhes da confusão entre as torcidas e procedimentos para a retomada do duelo – Reprodução da súmula

Bráulio relatou o incidente na súmula desta forma:

“Ocorreu uma invasão generalizada por torcedores que estavam localizados no setor específico da torcida visitante, Cruzeiro SAF, que partiram em direção ao setor destinado aos torcedores da equipe mandante. Em ato contínuo, parte da torcida da equipe mandante, Coritiba SAF, também invadiu o campo (…) gerando um confronto generalizado.”  

Polícia Militar assume o controle do incidente entre as torcidas

Com os jogadores em segurança nos vestiários, a Polícia Militar tomou as rédeas da situação e passou a aconselhar o árbitro do jogo. Posteriormente, houve o pontapé inicial dos processos para recomeço do duelo:

“Durante a evacuação do campo de jogo, notamos a intervenção da polícia militar e seguranças para conter a invasão e dispersar os invasores para fora das imediações do campo de jogo. Informo que durante os 30 minutos protocolares, entramos em contato com o comandante da operação. O mesmo nos relatou os procedimentos e ações realizados durante a paralisação da partida. O comandante nos relata, neste momento, que a polícia militar havia dispersado das imediações do campo de jogo, além de retirar ambas as torcidas, citadas por ele como ‘organizadas’ do estádio.”

Escolta policial

De acordo com a súmula, as autoridades policiais levaram as torcidas organizadas do Cruzeiro até a saída de Curitiba. Enquanto isso, outra parte da equipe policial acompanhou os membros das organizadas do Coxa  até as suas respectivas matrizes.

“O comandante nos pede mais cinco minutos para realização de varredura e vistoria nas imediações do campo de jogo, para posterior garantia de segurança.”

Reinício do jogo entre Coritiba e Cruzeiro

Assim, após o aval da Polícia Militar, o juiz recomeçou a partida para que as equipes disputassem os seis minutos de acréscimo, com um “cordão de policiais em torno do gramado” para garantir a segurança.

“Destaco que até o fechamento desta súmula não foi nos informado a identificação dos envolvidos no confronto”, anotou o árbitro.

Mesmo com a retomada, o jogo terminou 1 a 0 para o Coritiba, que se mantém vivo na Série A, mas com chances remotas de permanecer. A equipe paranaense continua na 19ª colocação, com 29 pontos. Já a Raposa se complicou no Campeonato Brasileiro com esse tropeço. Isso porque estacionou nos 37 pontos e em 17º lugar. Vale ressaltar que o time mineiro ainda tem um jogo a menos, diante do Fortaleza, e dois confrontos diretos com Vasco e Goiás, respectivamente.

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