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Mundial de Clubes

Abre o olho, Fluminense! Brasileiros têm se complicado no Mundial de Clubes

Tricolor estreia no torneio em 10 dias, mas ainda não sabe quem será rival. Fluminense quer evitar vexame como alguns brasileiros fizeram

Fernando Diniz tem chance de fazer ainda mais história no Fluminense -  (crédito:  Lucas Mercon)
Fernando Diniz tem chance de fazer ainda mais história no Fluminense - (crédito: Lucas Mercon)

A dez dias da estreia do Fluminense no Mundial de Clubes 2023, a expectativa só aumenta no clube de Laranjeiras. Ainda sem saber quem enfrentará na semifinal do torneio da Fifa, o time carioca segue a preparação para tentar o título inédito e também para evitar fazer feio.

 

Afinal, o que tem se visto nos últimos anos é dificuldade de clubes brasileiros para chegar na grande decisão da competição. Quando passam, porém, a maior parte deles não é párea para os rivais europeus que aparecem pelo caminho. Neste ano, o Fluminense pode encarar o Manchester City (ING) em uma hipotética final.

A última vez que um brasileiro conquistou o Mundial de Clubes foi em 2012, quando o Corinthians bateu o Chelsea (ING). De lá para cá, quatro clubes brasileiros foram ao torneio em seis oportunidades e em metade delas eles caíram na semifinal

Os clubes e os anos são: Atlético-MG (2013), Grêmio (2017), Flamengo (2019 e 2022) e Palmeiras (2020 e 2021). Nas três últimas edições, o Mundial aconteceu sempre no seguinte à sua temporada em virtude das complicações que a Covid-19 trouxe nos calendários dos clubes. Apesar disso, porém, o que vale é sempre o ano. Ou seja, Palmeiras em 2021 e 2022, além do Flamengo em 2023 são referentes à temporada anterior.

Relembre a seguir como foram os brasileiros nos últimos Mundiais de Clubes antes do Fluminense.

Atlético-MG – 2013

Um dos maiores vexames desta lista, o Galo chegou ao torneio depois de conquistar a Libertadores inédita. Em um time que contava com nomes badalados, como Ronaldinho Gaúcho, Diego Tardelli e Jô, a equipe comandada por Cuca perdeu por 3 a 1 na semifinal para o Raja Casablanca (MAR), dado como azarão, e, dessa forma, sequer chegou à final contra o Bayern de Munique (ALE).

Na disputa pelo terceiro lugar, o Atlético conseguiu vencer e ficar com a medalha de bronze. Na ocasião, o clube mineiro venceu o Guangzhou Evergrande (CHN), por 3 a 2, e evitou que a vergonha fosse maior.

Grêmio – 2017

Um brasileiro só voltou ao Mundial de clube quatro anos depois, em 2017. No caso, o Grêmio foi ao torneio, mas diferentemente do Galo chegou na decisão. A semifinal, porém, foi com emoção. O time gaúcho enfrentou o Pachuca (MEX), que contava com o artilheiro Germán Cano, hoje no Fluminense, e venceu por 1 a 0. O gol, contudo, saiu somente na prorrogação, dos pés de Everton Cebolinha, que saiu do banco de reservas.

Na final, o Imortal enfrentou ninguém mais, ninguém menos que o Real Madrid (ESP), que havia acabado de vencer a segundas das três Champions League consecutivas. E os brasileiros sequer tiveram chances. Em uma partida de 20 finalizações merengues contra apenas uma gremista, Cristiano Ronaldo marcou de falta no início do segundo tempo o único gol do jogo.

Flamengo – 2019

Possivelmente o que mais deu trabalho a um europeu desde o título do Corinthians, o rival do Flu chegou ao torneio depois de encantar com Jorge Jesus. Com uma campanha histórica naquela temporada, o Rubro-Negro encarou o Al-Hilal (SAU) e venceu por 3 a 1. É verdade que o primeiro tempo foi de sustos, e o time da Gávea foi para o intervalo perdendo. Na etapa final, contudo, o coletivo apareceu, e a equipe virou com autoridade.

Na decisão, o Flamengo pegou o Liverpool (ING), rival do clube no Mundial de 1981. É verdade que os ingleses não jogaram numa intensidade tão alta como na Premier League, por exemplo, mas isso não anula o fato de que o Rubro-Negro foi bem. Os Reds fizeram o gol da vitória somente na prorrogação, com Roberto Firmino.

Palmeiras – 2020

Outro grande vexame de brasileiro, e possivelmente o maior de todos, é do Verdão. No início de 2021, em torneio referente ao ano anterior, o clube paulista encarou o Tigres (MEX) na semifinal. E o resultado foi uma derrota por 1 a 0, com gol do francês Gignac, de pênalti, e não foi para a decisão com o Bayern de Munique. Até aí, por mais que a participação fosse decepcionante, o resultado poderia se comparar ao do Galo. O que veio pela frente, contudo, não foi legal.

Na decisão de terceiro lugar, o Palmeiras encarou o Al-Ahly (EGI), e as equipes empataram em 0 a 0 no tempo normal. Na disputa de penalidades máximas, os africanos venceram por 3 a 2, e o Alviverde tornou-se o primeiro brasileiro a sequer ficar no pódio do Mundial de Clubes. Não só isso, o Palmeiras sequer balançou as redes no torneio.

Palmeiras – 2021

Na temporada seguinte, contudo, o Verdão voltou à competição da Fifa. Desta vez, porém, o Palmeiras não fez vexame e brigou de igual para igual na finalíssima. Antes, na semifinal, o time de Abel Ferreira pegou justamente o Al-Ahly, algoz no ano anterior, mas agora venceu sem sustos. Com gols de Raphael Veiga e Dudu, os paulistas venceram por 2 a o e foram para a decisão.

Na final, o adversário do Palmeiras foi o Chelsea, que não encontrou facilidade para ser campeão. Os ingleses até saíram na frente com gol de cabeça de Lukaku, mas Veiga, de pênalti, deixou tudo igual. Dessa forma, o jogo se encaminhou para a prorrogação e quase foi para os pênaltis. Quase porque nos minutos finais do segundo tempo, Luan cometeu pênalti, e Havertz marcou o gol do título do clube europeu.

Flamengo – 2022

Mais um dos vexames aconteceu neste ano, em alusão à temporada passada. O Flamengo voltou ao Mundial de Clubes sonhando encarar o Real Madrid na final, mas acabou parando no Al-Hilal, o mesmo que enfrentou na semifinal em 2019. Desta vez, porém, os sauditas tinham um time mais qualificado, com nomes que passaram pelo futebol europeu, além do treinador Ramón Díaz, hoje no Vasco. No entanto, o time rubro-negro ainda era melhor, mas não foi páreo. O resultado foi uma derrota por 3 a 2, culminando na eliminação.

Na decisão de terceiro lugar, a equipe então comandada por Vitor Pereira, encarou o Al-Ahly e não teve vida fácil com os egípcios. Em determinado momento, o time rubro-negro chegou a estar perdendo por 2 a 1, mas conseguiu a virada para 4 a 2, conquistando a medalha de bronze.

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Jogada10
postado em 08/12/2023 08:05 / atualizado em 08/12/2023 09:29