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Consciência Negra: Dembélé quebrará escrita de 20 anos na Copa do Mundo

Sob o reinado de Dembélé no Ballon d'Or, Copa começará com um melhor do mundo preto pela primeira vez desde Ronaldinho Gaúcho em 2006. O francês também disputa o The Best e tem Yamal como concorrente

No Dia da Consciência Negra, a constatação da quebra de uma escrita: pela primeira vez em 20 anos a Copa vai começar com um (ou dois) jogadores melhores do mundo pretos em defesa do trono, do cetro e da coroa. Ousmane Dembélé iniciará o torneio em 11 de junho ostentando a Bola de Ouro da revista France Football. O francês espera unificar os prêmios no Fifa The Best. O astro do Paris Saint-Germain divide o favoritismo com o espanhol Lamine Yamal. Um deles sucederá o brasileiro Vinicius Junior na cerimônia de gala da entidade máxima do futebol na qual votam técnicos, capitães, jornalistas e fãs via internet.

Ronaldinho Gaúcho foi o último negro a iniciar a Copa no posto de número 1 do mundo. O então jogador do Barcelona vinha de duas conquistas consecutivas em 2004 e em 2005. Depois dele veio Cannavaro, Kaká, a polarização de Cristiano Ronaldo e Lionel Messi e quebras de hegemonia do português e do argentino protagonizadas pelo croata Modric, pelo polonês Lewandowski, o francês Benzema e o espanhol Rodri.

Ícones no combate ao preconceito de cor, Vinicius Junior, líder de um comitê especial da Fifa contra o racismo, Dembélé e Yamal fazem parte de uma safra de craques negros para a Copa da América do Norte. Os astros vão determinar a moda nos gramados do Canadá, dos Estados Unidos e do México de 11 de junho a 19 de junho de 2026.

Dembélé, por exemplo, joga ao lado de Kylian Mbappé na França. Didier Deschamps ainda desfruta de talentos como Olise, Barcola, Doué, Marcus Thuram, Ekitiké e outras figuras acima da média em busca do tricampeonato mundial.

Lamine Yamal não é a única pérola negra da Espanha. O outro ponta da seleção favorita ao título é Nico Williams. La Roja comprou a briga contra o preconceito ao convocar dois brasileiros negros: o zagueiro Donato revelado pelo Vasco e o volante Marcos Senna, campeão da Eurocopa em 2008 vestindo a camisa do país ibérico.

Os negros dominam o ataque da França, da Espanha e do Brasil. Atual The Best, Vinicius Junior vê Estêvão evoluir no Chelsea e na Seleção. Um dos finalistas no prêmio da Fifa, Raphinha é outra referência preta no elenco de Carlo Ancelotti com Rodrygo.

O brasileiro Cacau é uma das respostas da Alemanha contra o racismo. O brasileiro jogou a Copa de 2010 pelo país na campanha do terceiro lugar. Respeitado, virou embaixador de Integração da Federação Alemã. Gerald Asamoah em 2002 e Cacau em 2010 mudaram a história da seleção germânica. Hoje, o elenco tem afrodescendentes como Leroy Sané, filho de senegalês, e Serge Gnaby, cujo pai é marfinense.

A camisa 10 da Inglaterra está entregue ao meia Bellingham. A seleção conta com Saka, Eze, Chalobah e Rashford. Doku é a referência da Bélgica. Filho de ganês, Depay não esconde a relação afetiva com as origens africanas.

Seleções africanas como Senegal ostentam os astros Mané e Jackson. Gana desembarcará na Copa do Mundo com fé em Kudus. A Costa do Marfim tem Haller, Kessié, Pépé, Kossounou e Singo. De volta à Copa do Mundo depois da ausência em 2022, o Egito confia no excelente Mohamed Salah.

 


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