
Senegal conquistou a Copa Africana de Nações pela segunda vez ao vencer Marrocos, por 1 x 0, neste domingo (18/1), no Estádio Príncipe Moulay Abdellah, em Rabat, no Marrocos. O gol do título foi marcado por Pape Gueye aos quatro minutos do primeiro tempo da prorrogação. A decisão foi marcada por muita confusão e, descontente com a arbitragem, quase toda seleção campeã chegou a deixar o campo antes do fim do jogo.
Adversário de estreia do Brasil na Copa do Mundo de 2026, Marrocos desperdiçou a chance de festejar o título diante da torcida, quando Brahim Díaz cobrou um pênalti de forma displicente no último lance do tempo normal. O jogador do Real Madrid tentou uma cavadinha, que foi facilmente defendida pelo goleiro Mendy.
Sem gols, a decisão caminhava para a prorrogação, quando, aos 53 minutos do segundo tempo, foi marcado um pênalti polêmico para os donos da casa, após intervenção do VAR. Em uma cobrança de escanteio a favor de Marrocos, Diouf agarrou e derrubou Brahim Diaz. O árbitro Ndala Ngambo nada marcou, mas foi chamado pelo VAR. Enquanto o árbitro revia o lance no vídeo, membros das duas delegações tentavam se aproximar para pressioná-lo.
Após o anúncio da marcação do pênalti, a partida ficou paralisada por cerca de 20 minutos, intervalo no qual praticamente todos os jogadores senegaleses se dirigiram para o vestiário, inconformados com a decisão da arbitragem. O atacante Sadio Mane permaneceu em campo e chamou os companheiros para encerrar a partida. No lance em que poderia se consagrar como herói do título marroquino, Brahim Diaz bateu fraco e no centro do gol.
No início da prorrogação, Senegal roubou a bola na intermediária e armou o ataque. A bola chegou a Pape Gueye, que avançou em direção à área, venceu a marcação de Hakimi e chutou com força no ângulo esquerdo do goleiro Bono. Um golaço que selou o segundo título senegalês após a conquista de 2021 e manteve o jejum de Marrocos, que foi campeão em 1976.
