
O Brasileirão da Série D reservou o último domingo (26/4) do mês de abril para marcar o reencontro de Brasiliense e Gama no campeonato nacional. Às 16h, o Estádio Serejão será palco do confronto válido pela quarta rodada do Grupo A3. Após cinco anos, o clássico candango volta a figurar na liga brasileira e, desta vez, com realidades totalmente diferentes daquela época. Torcedor do Jacaré, Cauê Santos viu o time flertar com a chance do acesso antes de ser eliminado no mata-mata, enquanto o gamense Michel Rangel relembra os dias de sofrimento com a equipe na disputa.
Em 2021, Brasiliense e Gama jogavam a quarta divisão nacional pelo segundo ano seguido. O clube de Taguatinga havia chegado àquela edição após ser campeão invicto do Candangão de 2020. No Grupo A da Série D, o mesmo do rival alviverde, carimbou o passaporte para as oitavas ao se classificar na quarta colocação, com 21 pontos. A vida do Periquito, no entanto, dava passos largos à ruína no certame. Foram 14 jogos, duas vitórias, seis empates e seis derrotas, finalizando a disputa com 12 pontos, na vice-lanterna, eliminado com três rodadas de antecipação.
Desta vez, o cenário é diferente. O Brasiliense ainda não conseguiu engrenar boas sequências neste ano. A eliminação precoce no Candangão e apenas uma vitória em três partidas na Série D fazem o torcedor ligar o sinal de alerta. A equipe depende do acesso para a terceira divisão, se quiser ter um calendário mais extenso em 2027. Porém, para o torcedor Cauê Santos, o sentimento é de otimismo para o clássico, apesar do mau momento do time. “Sempre temos de confiar no nosso time, mesmo que a fase do clube, desde o mata-mata do Candangão do ano passado, não seja das melhores. Eu espero muito que o Brasiliense vença e vire a chave. Talvez, seja isso que falte para o time acordar na Série D”, comentou.
Cauê também relembra do último jogo das equipes disputado em competições nacionais. Ele reforça que os momentos dos times também eram distintos, mas que em um clássico tudo pode acontecer: “Sobre 2021, o Brasiliense era o então campeão candango e da Copa Verde, enquanto o Gama tinha a crise da SAF. Lembro que foram vários clássicos naquele ano e nenhuma derrota. Só espero que, desta vez, não seja o contrário para eles. Normalmente, os clássicos sempre são equilibrados, tirando aquele ano. Não me lembro de jogos com tanta diferença entre os clubes. Então, eu acredito que as diferentes fases não vão fazer com que o Gama seja o favorito em campo. Vejo um jogo bem igual, com um placar magro”, avaliou.
Do outro lado, Michel Rangel ressalta a importância da vitória por conta da briga pela liderança e da invencibilidade do time alviverde. “O clássico contra eles é um capítulo à parte dos jogos aqui no nosso Candangão. Pela Série D, passa a ter um peso maior, justamente por valer a liderança, e mais ainda a invencibilidade no ano e, consequentemente, na competição nacional”, comentou.
Na passagem anterior do Gama na quarta divisão nacional, o time fez uma campanha catastrófica. O torcedor de 31 anos relembrou a dificuldade da época. “O ano de 2021 foi um ano que, se pudéssemos apagar da história do clube, merecia ser apagado. Pois foi um ano doloroso, quando passamos por problemas, crises financeiras dentro e fora de campo. Para muitos, ali o Gama tinha morrido, tinha acabado, porque não viam uma luz no fim do túnel. Mas esse clube não acabou, porque temos uma torcida que ama incondicionalmente o clube, que viaja, passa perrengue em estradas para ver o clube que ama. Essa torcida ganha jogo. Acima de tudo, entendemos o sentimento do que é ser Gama”, disse.
“O clássico deste fim de semana é de vitória. Sabemos que o time deles é bom, mas se marcar bem o Tarta, anula completamente o time e dará para sair com o resultado positivo, mesmo na casa deles. Acho que não existe pressão de jogar clássico. Gama está acostumado com jogo grande, então tenho certeza de que o elenco foi bem treinado para essa partida”, concluiu Michel.
*Estagiários sob supervisão de Fernando Brito
