
A brasileira Djenyfer Arnold confirmou o favoritismo e escreveu mais um capítulo marcante no triatlo nacional ao conquistar, neste domingo (26/4), o bicampeonato do Ironman 70.3 Brasília. Com atuação dominante do início ao fim, a atleta cruzou a linha de chegada com o tempo de 3h55min41s, registrando a quarta melhor marca feminina do mundo na distância e a melhor nos 20 anos do circuito no país, consolidando posição entre os principais nomes da modalidade atualmente.
A prova teve ritmo intenso desde a largada. Djenyfer mostrou consistência nas três modalidades — natação, ciclismo e corrida —, mantendo a liderança durante toda a disputa e abrindo ampla vantagem sobre as adversárias. O desempenho reforça a evolução da triatleta, que havia vencido a etapa brasiliense na temporada anterior, quando completou o percurso em 4h01min33s.
"Estou muito feliz com esse resultado. Fui desafiada a fazer abaixo das quatro horas, além de colocarem em dúvida meu ciclismo. Fui dormir pensando nisso e decidi que entregaria o meu melhor na bike. Não sei se consegui exatamente o que queria, mas posso afirmar que dei tudo de mim. Acredito que fiz uma prova muito forte, com uma vantagem excelente", comentou a triatleta.
Ela ainda destacou o alto nível técnico da etapa. "No ciclismo, o percurso dificulta bastante a noção de distância para as adversárias, então é complicado se situar. Em alguns momentos, senti uma queda de ritmo, mas comecei a me motivar e a me cobrar, repetindo para mim mesma que precisava manter o foco e provar o meu nível. Na corrida, procurei me concentrar na minha passada e em controlar a respiração, tentando relaxar o máximo possível até o fim", completou.
No masculino, o destaque ficou para o argentino Luciano Taccone, que protagonizou uma prova de alto nível técnico e bastante disputada ao longo das três modalidades. Conhecido pela força no ciclismo e regularidade na corrida, ele confirmou o bom momento no circuito internacional e garantiu o topo do pódio mais uma vez no Brasil, repetindo o protagonismo demonstrado em etapas anteriores.
"Foi uma prova muito dura desde o início. Na natação, não me senti tão confortável. Consegui sair no grupo da frente, mas gostaria de ter saído com mais fôlego e força nas pernas. Depois, foi confiar na minha corrida, que sei que está em um nível muito bom. Ainda assim, foi uma prova extremamente exigente. Brasília é dura — o clima pesa, o percurso é difícil. No fim, foi preciso colocar muita garra e coração para conseguir completar", comentou.
André Lopes, terceiro colocado, também destacou a grande disputa pela vitória e ressaltou a importância do resultado no país. "A recompensa veio. Sempre vem para quem não desiste. Esporte é consistência e exige uma cabeça muito forte. Se não estiver 100% mentalmente, fica difícil. A natação foi tranquila, a bike encaixou bem, o suíço pedalou muito e mostrou força. No final, tive que dar tudo na corrida para garantir um lugar no pódio", declarou o atleta, nascido nos Estados Unidos, mas que viveu por muitos anos no Brasil.
