
A Seleção Brasileira segue brilhando em solo brasiliense e venceu a Argentina de virada, por 3 x 2, neste domingo (14/6), no Ginásio Nilson Nelson, para manter os 100% de aproveitamento na primeira fase da Liga das Nações. Capital do vôlei mundial nas últimas semanas, Brasília foi sinônimo de pé quente para os times masculino e feminino do país, que se despedem do quadradinho na liderança do torneio. As parciais do triunfo contra os rivais sul-americanos foram de 18/25, 14/26, 25/19, 25/23 e 15/9.
O domínio argentino no início do jogo foi comandado pelos ponteiros Luciano Vicentin e Manuel Armoa Morel, maiores pontuadores da partida, com 24 e 18 pontos, respectivamente. Já virada brasileira veio distribuída nas mãos da equipe, que contou com cinco jogadores somando mais de uma dezena de pontos, liderados por 15 de Judson e 13 de Henrique Honorato.
O Brasil também encarou Irã, Bélgica e Sérvia em solo brasiliense, todos com vitória por 3 sets a 1, e chegaram para o clássico contra a Argentina invictos. Os argentinos eram os únicos da competição que não pontuaram. No DF, o comandante Bernardinho conseguiu cumprir o objetivo que queria nesta etapa da liga: começar a testar as peças para o Campeonato Sul-Americano, em setembro, no Rio de Janeiro. A disputa continental carimba o passaporte do vencedor para os Jogos de Los Angeles-2028.
O jogo
Brasil e Argentina é um clássico que atravessa gerações e modalidades esportivas. Em quadra, a rivalidade desde o primeiro ponto. Os gritos da torcida brasileira pareciam sair com mais ferocidade contra os hermanos. Pinta abriu o placar, mas foram os argentinos que tomaram as rédeas da parcial e ficaram à frente, com três pontos de vantagem (13 x 10). Durante toda a primeira semana, o Brasil sofreu muito com o saque. O time de Bernardinho aparentou não saber dosar a força no fundamento, cedendo pontos ao adversário. Do outro lado, foi difícil conter o domínio argentino. Com 25 x 18 na parcial, a Argentina conquistou o primeiro set.
O Brasil equilibrou o segundo tempo e conseguiu abrir uma vantagem, que acabou durando pouco tempo. A Argentina estava com uma defesa sólida, forte no bloqueio e forçando os erros brasileiros. No jogo, os hermanos tinham apenas 15 pontos de ataque, contra 17 da Amarelinha. Mas, em contrapartida, somaram 12 pontos com os erros da equipe brasileira. O esquadrão verde-amarelo embalou uma sequência de seis pontos na parcial e conquistou a virada (15 x 14). O técnico Horácio Dileo precisou pedir o tempo técnico. A disputa ficou acirrada, com 22 x 20 no set. Gritos de “eu acredito” começaram a surgir da torcida.
Com final polêmico e com o uso de desafio, a Argentina abriu dois pontos de vantagem e triunfou no segundo set: 26 x 24.
A terceira parcial também começou equilibrada. Entretanto, com mais erros e cansaço já aparente. Nesta etapa, o Brasil não poderia se dar ao luxo de folga, caso quisesse reverter o placar. Foi o melhor momento dos brasileiros no jogo. A defesa estava sólida, o ataque aproveitou todas as oportunidades e até aquele momento, não havia cometido nenhum erro de saque. Foram três pontos de vantagem: 18 x 15. O Brasil se reergueu, cresceu no jogo e conquistou o set que o colocou vivo na briga pela vitória. Fim do período: 25 x 19.
A Argentina voltou para o jogo e a disputa começou a ficar apertada. Do lado brasileiro, Adriano era o maior pontuador da equipe, com 12 pontos. Mas, a liderança da estatística estava para o ponteiro Vicentim, com 18 bolas na partida. Clássico, ainda mais entre seleções, não ligava para o retrospecto. Os hermanos não tinham conhecido ainda o sabor da vitória naquela semana, diferente do Brasil. Os pontos ficaram mais apertados, no famoso “lá e cá”. 22 x 22 e cada ponto era vibrado, quando os adversários iam para a bola, vaias surgiam da arquibancada. De forma memorável, o Brasil levou o jogo para o tie-break, com 25 x 23 no set.
A beira da loucura, Bernardinho instruiu a equipe para minimizar os erros. O jogo estava 10 x 6 para a Seleção Canarinha. O Brasil se impôs na reta final, conquistou as ações do jogo e bateu uma Argentina que ensaiou muitas vezes derrotar a Amarelinha dentro da própria casa. Com 15 x 9 no placar e um desafio negado para os hermanos, o Brasil terminou com 100% de aproveitamento a primeira semana da Liga das Nações de Vôlei.
