
Enquanto algumas seleções conseguiram atestar o favoritismo nesta primeira etapa eliminatória da Copa do Mundo, outras ficaram pelo caminho, mesmo consideradas mais fortes. Após uma fase de grupos desanimadora, a Espanha busca mostrar que ainda pode chegar ao segundo título mundial. Para isso, precisa superar a Áustria, hoje, a partir das 16h, em Los Angeles.
A seleção espanhola vinha em um excelente ciclo pré-Copa. Campeão da Eurocopa (2024) e da Nations League (2023), o time de Luís De La Fuente conta com um plantel de peso, mas que precisa demonstrar serviço. Com Lamine Yamal voltando de lesão, a Fúria iniciou o Mundial na América do Norte com empate sem gols contra a surpreendente Cabo Verde. Na sequência, goleou a Arábia Saudita e mostrou a força da campeã mundial de 2010. Na última rodada da fase de grupos, no entanto, venceu o Uruguai por 1 x 0 em uma partida monótona.
Em uma Copa marcada por zebras, a Espanha não pode subestimar a seleção austríaca, que passou de fase apenas na última rodada, com gol salvador de Kalajdzic nos acréscimos da segunda etapa, empatando o jogo com a Argélia e assegurando o segundo lugar do grupo para o time europeu.
Com dúvidas no meio campo, Luís De La Fuente ainda não tem a equipe titular definida. Entretanto, aposta na qualidade de Yamal, Pedri e Rodri para buscar a vaga nas oitavas de final. Do outro lado, a Áustria, de Ralf Rangnick, precisa traçar estratégias para conseguir deter a forte avalanche espanhola.
"Temos que nos aplicar para que a bola corra muito na velocidade à qual estamos acostumados, para gerar situações de desequilíbrio em diferentes áreas do campo", comentou De La Fuente. A 'Roja' chega ao mata-mata do Mundial com mais dois desfalques: Yéremy Pino e Nico Williams. Os dois pontas se juntaram no departamento médico a Víctor Muñoz, que ainda não estreou devido a uma lesão.
A última vez que a Espanha venceu um confronto eliminatório em uma Copa do Mundo foi quando se sagrou campeã na África do Sul em 2010. Desde então, a seleção foi eliminada na fase de grupos, em 2014, e nas oitavas de final, em 2018 e 2022, derrotada nos pênaltis por Rússia e Marrocos.
"Vai ser uma partida difícil, a Áustria (23ª no ranking da Fifa e em trajetória ascendente nos últimos anos) é uma boa seleção. Vimos que qualquer seleção pode ganhar de outra", destacou o meio-campista Fabián Ruiz, em referência à eliminação da Alemanha pelo Paraguai.
A Espanha pode, ao menos, se orgulhar da solidez defensiva. É a única seleção, com o México, que não sofreu gols no torneio. Prova de que De La Fuente está satisfeito com a defesa é que o treinador praticamente não fez mudanças nos três jogos, com Aymeric Laporte e Pau Cubarsí, na zaga, e Marc Cucurella, na esquerda, jogando todos os minutos, enquanto, na direita, Marcos Llorente atuou em duas partidas e Pedro Porro, em uma. (Com AFP)
