Santa Fé-2026

A um mês dos Jogos Sul-Americanos, Brasil mira vagas para Lima

Time Brasil levará cerca de 500 atletas a Santa Fé, na Argentina, para defender a liderança continental e buscar classificações em 14 modalidades aos Jogos Pan-Americanos de 2027

Marcus D'Almeida, vice-campeão mundial do tiro com arco, é um dos nomes confirmados na delegação brasileira em solo argentino na competição de setembo -  (crédito: Wander Roberto/COB)
Marcus D'Almeida, vice-campeão mundial do tiro com arco, é um dos nomes confirmados na delegação brasileira em solo argentino na competição de setembo - (crédito: Wander Roberto/COB)

A contagem regressiva para os Jogos Sul-Americanos Santa Fé-2026 entrou na reta final. A um mês do início da competição, o Time Brasil já olha para além do quadro de medalhas. Entre 12 e 26 de setembro, cerca de 500 atletas brasileiros estarão na Argentina com duas missões: defender a hegemonia conquistada em Assunção-2022 e transformar a disputa continental em uma das principais portas de entrada para os Jogos Pan-Americanos de Lima-2027.

Há quatro anos, o Brasil terminou os Jogos Sul-Americanos na liderança geral, com 319 medalhas, sendo 133 de ouro, 100 de prata e 86 de bronze. Em Santa Fé, a delegação terá a oportunidade de repetir o protagonismo, mas também de avançar na formação da equipe responsável por representar o país no Peru no próximo ano. Para algumas modalidades, a competição terá um prêmio ainda maior: a classificação direta para Lima.

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O Brasil já tem vagas garantidas no pentatlo moderno e no handebol. Em Santa Fé, atletas brasileiros ainda poderão carimbar o passaporte para os Jogos Pan-Americanos em atletismo, boliche, canoagem velocidade, escalada esportiva, hipismo adestramento, hipismo salto, hipismo CCE, karatê, patinação velocidade, pelota basca, squash, tiro com arco, triatlo e vela.

A proximidade entre as duas competições dá aos Jogos Sul-Americanos um peso diferente no calendário. A menos de um ano de Lima-2027 e ainda durante o ciclo para os Jogos Olímpicos de Los Angeles-2028, a competição servirá tanto para a consolidação de nomes experientes quanto para a observação de atletas em processo de transição para a categoria adulta.

“Os Jogos Sul-Americanos são uma competição que proporcionam oportunidades muito importantes em diferentes frentes. É uma chance para a formação e o desenvolvimento de atletas jovens em transição para a categoria adulta, por exemplo”, explica Jorge Bichara, diretor de Esporte do Comitê Olímpico do Brasil (COB).

A delegação brasileira também terá nomes de peso internacional. Entre os confirmados estão a campeã olímpica e mundial das águas abertas Ana Marcela Cunha e Marcus D'Almeida, vice-campeão mundial do tiro com arco. No boxe, o país será representado pela campeã mundial Rebeca Lima e pelos medalhistas mundiais Luiz Gabriel Oliveira, o Bolinha, Yuri Falcão e Isaías Filho.

A mistura entre experiência e renovação faz parte da estratégia brasileira. Enquanto os atletas mais jovens encontram na competição uma oportunidade de ganhar rodagem internacional, os nomes consolidados terão a chance de buscar títulos e, nas modalidades classificatórias, garantir presença em mais um grande evento do ciclo.

“Mas não podemos esquecer que estamos no meio do ciclo de Los Angeles e a pouco menos de um ano dos Jogos Pan-americanos. Então, é importante ter atenção em Santa Fé para a busca de vagas em Lima 2027 em todas as modalidades que forem classificatórias”, afirma Bichara. “Santa Fé 2026 será, portanto, um teste importante para a formação e a preparação das equipes que representarão o Brasil em Lima 2027”, complementou

A preparação para a missão, porém, vai além dos locais de competição. A operação brasileira será dividida entre três bases na Argentina: Santa Fé, Rosário e Mar del Plata. A estrutura envolverá transporte de atletas e equipamentos, hospedagem, locais de treinamento, credenciamento, uniformes e integração entre o COB e as confederações esportivas.

No início de agosto, os chefes de equipe das modalidades se reuniram no Centro de Treinamento Time Brasil para os últimos alinhamentos antes da viagem. A complexidade logística acompanha o tamanho da delegação, formada por aproximadamente 500 atletas e uma grande equipe de profissionais. “É um evento grandioso, que exige muita atenção e cuidado na parte logística, que será dividido entre três bases”, destaca o diretor de Esporte. “Isso vai exigir atenção tanto das equipes técnicas das confederações quanto do COB, especialmente pela condução de uma delegação numerosa.”

Com a operação entrando na reta final, o Brasil chega a Santa Fé com objetivos que ultrapassam a disputa pelo topo do continente. A competição será uma espécie de ponte entre duas etapas do ciclo esportivo: a busca por resultados imediatos na Argentina e a construção das equipes que estarão em Lima no próximo ano. Para parte do Time Brasil, a viagem ainda pode terminar com uma vaga olímpica continental — não em Los Angeles, mas no próximo grande compromisso esportivo das Américas. “É, ao mesmo tempo, uma oportunidade para atletas de esportes em evolução buscarem seus melhores resultados individuais”, resume Bichara.

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DQ
postado em 12/08/2026 19:06 / atualizado em 12/08/2026 19:38
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