Tecnologia

eSports ganham voz no Distrito Federal

Projeto atrai cada vez mais jovens interessados no universo da tecnologia e games

Mariana Albuquerque e Mariana Andrade
postado em 24/03/2022 19:18 / atualizado em 24/03/2022 19:46
 (crédito: Divulgação Campus Party)
(crédito: Divulgação Campus Party)

A Campus Party Brasil é responsável por reunir jovens e pessoas do universo da tecnologia para uma grande feira de tecnologia e inovação. Durante as edições, o evento funcionou como catalisador para diversos projetos relacionados à educação, trabalho e inclusão digital para estudantes. Um deles é o Geek Fit BR, idealizado e comandado pelo professor de educação física David Leonardo, 35 anos. O projeto une o mundo fitness e dos games.

David Leonardo treinador da GeekFitBr.
David Leonardo treinador da GeekFitBr. (foto: Correio Braziliense/ Mariana Albuquerque )

O professor ressalta a importância da inserção de atividades ligadas aos eSports nos processos didáticos, uma vez que os jogos eletrônicos são obrigatórios na Base Curricular Comum Nacional. Ele afirma que essa prática cria a possibilidade de levar os estudantes tanto para o caminho da criação dos jogos quanto para a engenharia de software. Além disso, conta David, os próximos passos consistem em estruturar e desenvolver polos de prática de esportes eletrônicos para os estudantes e população do Distrito Federal.

Mesmo sendo ex-professor dos alunos que participam da feira, David faz questão de levá-los a esse tipo de evento e continuar incentivando aqueles que têm o sonho de atuar no ramo da tecnologia. Renato, 19 anos, vestibulando e integrante do grupo Geek Fit BR, conta que é apaixonado por tecnologia desde criança. “Sempre sonhei em trabalhar com tecnologia, mas estar em uma equipe como a Geek e poder participar de eventos interativos me ajudou a ampliar minha visão e ter mais estímulo para correr atrás dos meus sonhos”, diz.

Renato campuseiro com camping e participante da GeekFItBr
Renato campuseiro com camping e participante da GeekFItBr (foto: Correio Braziliense/ Mariana Albuquerque )

Boa parte dos participantes da feira estão acampados no estádio Mané Garrincha. Aproximadamente 300 pessoas irão dormir no local durante os cinco dias para viver a experiência completa do evento. “O camping lotado é bem diferente, a imersão da galera é tão grande que dá vontade de ficar a madrugada toda conversando, jogando e conhecendo as pessoas”, diz Bruno Henrique, 18 anos, ex-aluno do professor David.

Essa paixão pelo universo dos games também motivou um grupo de amigos a criar a própria equipe de esportes eletrônicos. Foi na primeira edição da Campus Party em Brasília que Eduardo Dud, 24, fundou a equipe profissional de eSports LaQuimica. Antes na linha de frente das partidas virtuais, o jovem abandonou os teclados para trabalhar no backstage. Atualmente, o CEO trabalha apenas como coach, uma espécie de treinador da equipe, e gestor de competições. “Minha primeira Campus Party foi em 2017. Eu e uns amigos jogamos por diversão e no próprio evento vimos a oportunidade de empreender e ganhar dinheiro com o que gostávamos de fazer”, afirma Dud. Em 2021, a equipe foi vice-campeã da Copa Legends, torneio que disputa a League of Legends – jogo eletrônico do gênero MOBA (Multiplayer Online Battle Arena), desenvolvido e publicado pela Riot Games.

 

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