O Laboratório de Narrativas Vivas – Grandes Autores do Teatro Brasileiro leva estudantes de escolas públicas do Distrito Federal à peça de Alcione Araújo (1945-2012), na Sala Yara Amaral. O projeto, dirigido por Cléber Lopes, retorna ao mesmo teatro onde cumpriu temporada em maio de 2025.
Escrita em 1974, sob a ditadura militar, a peça é a obra mais cultuada de Araújo e acompanha o convívio de três mulheres num apartamento. O Laboratório usa o texto para discutir liberdade, moralidade e solidão com estudantes que nasceram décadas depois da redemocratização. "No discurso, radicalismos negligenciam o respeito e adoecem as individualidades", afirma Lopes, que soma cinco montagens da peça em 25 anos de trajetória, com especialização pela Faculdade de Artes Dulcina de Moraes, em 2011, e mestrado pela Universidade de Brasília (UnB), em 2016.
Encenação aproxima plateia do elenco
Nesta montagem, o público não fica na plateia: senta no palco, a poucos metros das atrizes Nalu Miranda, Carol Nemetala e Rosanna Viegas. A sonorização em quadrifonia, assinada pelo sonoplasta português João Lucas, radicado em Lisboa, reproduz os ruídos da casa e da rua e acrescenta camadas simbólicas à cena.
Mediação abre e fecha as sessões
Cada sessão é precedida de uma conversa mediada com a turma e seguida de debate aberto entre público, elenco e equipe técnica. Os estudantes recebem material educativo impresso sobre a peça e o autor. Três das 10 sessões contam com audiodescrição e intérpretes de Libras (Língua Brasileira de Sinais).
O projeto é realizado com recursos do Fundo de Apoio à Cultura (FAC) da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal.
Anote
Laboratório de Narrativas Vivas – Grandes Autores do Teatro Brasileiro
- Espetáculo: Há vagas para moças de fino trato;
- Local: Sala Yara Amaral – Sesi Taguatinga;
- Período: até 4 de setembro;
Sessões exclusivas para turmas de escolas públicas
- Classificação indicativa: 14 anos;
- Informações: @C1produtora;
