Vacina

Professores comemoram garantia de imunização, mas exigem calendário

Em evento nesta quinta-feira (25), o governador Ibaneis Rocha afirmou que a vacinação de professores é a próxima etapa no programa de imunização contra a covid-19 no DF

Gabriella Castro*
postado em 25/03/2021 20:22 / atualizado em 25/03/2021 20:33
 (crédito: Marcelo Ferreira / CB Press)
(crédito: Marcelo Ferreira / CB Press)

Após garantia do governador Ibaneis Rocha (MDB-DF) da vacinação de educadores, entidades que representam professores do Distrito Federal comemoram. No entanto, cobram que datas sejam incluídas no calendário de imunização. Nesta nesta quinta-feira (25), durante a inauguração do Centro de Ensino Fundamental (CEF) 01 da Vila Planalto, o emedebista declarou que a “vacinação de professores é a próxima etapa no DF”.

De acordo com a presidente do Sindicato dos Professores em Estabelecimentos Particulares de Ensino do Distrito Federal (Sinproep-DF), Karina Barbosa, o anúncio é um passo a ser comemorado. Mas ela considera que os profissionais necessitam de mais garantias. “Precisamos de data, porque no início do ano ele disse que iria vacinar os professores até março e isso não aconteceu”, lembra. “Os professores continuam trabalhando na linha de frente, precisamos da vacinação imediata”.

Na quarta-feira (24), o Sinproep-DF publicou uma carta aberta ao governador nas redes sociais. No documento, o sindicato pressionou pela vacinação dos professores e criticou o retorno presencial sem um calendário de vacinação estabelecido para esses profissionais.


Segundo a Secretaria de Saúde, quando o governo do DF “receber um quantitativo maior de doses de vacina, vai estabelecer o início da vacinação para esse grupo”. Enquanto isso, as escolas públicas do DF seguem em ensino remoto, enquanto as instituições particulares têm autonomia para manter ou não as aulas presenciais.


Sinpro cobra de Ibaneis a compra de doses da vacina


O Sindicato dos Professores no Distrito Federal (Sinpro-DF) afirma que a diretoria cobra ativamente a compra de vacina por parte do governador. “Ele tem autorização para a compra, então seguir o planejamento do Governo Federal é algo muito lento, a gente sabe que pode mais”, explica a diretora de Imprensa e Divulgação Larissa Vieira.


“É importante essa declaração do Ibaneis e a gente espera que ele efetivamente cumpra isso”, pontua. “Nós estamos ansiosos para voltar às aulas e a gente entende que a volta às aulas precisa da imunização”.

 

O sindicato afirma que está em cobrança contínua porque “vê o esgotamento dos profissionais”. De acordo com a diretora, a vacinação é “é pauta constante da comissão de negociação do Sinpro junto à secretaria de educação”. Na quarta-feira (24), o Sinpro publicou crítica à lentidão do calendário e reforçou a campanha "Ibaneis, cadê a vacina?", lançada pelo sindicato em 16 de março.


São 23 mil educadores na rede privada do DF


O Sindicato dos Estabelecimentos Particulares de Ensino do Distrito Federal (Sinepe-DF) acredita que os profissionais da educação serão imunizados em breve. Em nota, a organização “entende que os profissionais da área educacional estão inseridos no grupo prioritário” da vacinação.


Atendendo à solicitação da Secretaria de Saúde, o Sinepe-DF fez um levantamento quantitativo de trabalhadores da rede de ensino privada para receber a vacina. Os dois levantamentos feitos indicam que há 23.126 profissionais da educação na rede privada.


“O número, porém, pode ser ainda maior, pois 282 escolas não filiadas não informaram a quantidade de empregados. O DF tem aproximadamente 570 colégios particulares, dos quais 180 são filiados ao Sinepe-DF”, ressalta o Sindicato.


“Contudo, estamos esperançosos pela vacina e perseverantes no papel que as escolas desempenham na vida dos alunos e de seus familiares, em especial no momento grave que vivemos mundialmente”, conclui.

"Retorno presencial é necessário para saúde mental de crianças"


Durante o anúncio, Ibaneis ainda argumentou que o retorno presencial é fundamental para cuidar da saúde mental dos estudantes. “Por maior esforço que se faça com as aulas pelo sistema que vem sendo adotado, precisamos cuidar também da saúde mental dessas crianças. Trazendo-os para o ambiente escolar e das creches para que possam ter uma educação completa. As crianças não aguentam mais ficar em casa”, afirma.

“Estamos cumprindo etapas, vacinando primeiramente o pessoal da saúde em virtude de estarem na linha de frente da pandemia. Mas, na sequência, teremos a vacinação dos professores e educadores para que possamos retornar à normalidade da vida escolar”, defendeu o governador.

 

*Estagiária sob supervisão da editora Ana Sá

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