Invasão

Escola do DF adota medidas para evitar novas invasões em aulas on-line

Após casos de invasão, o Centro de Ensino Médio Integrado do Cruzeiro criou medidas de segurança para proteger alunos e professores em ambiente remoto

Vitórian Tito*
postado em 09/04/2021 20:34 / atualizado em 09/04/2021 20:57
 (crédito: Markus Petritz / Unsplash)
(crédito: Markus Petritz / Unsplash)

Na última terça-feira (6/4), um vídeo pornográfico foi reproduzido em aula virtual para alunos do Centro de Ensino Fundamental (CEF) 11, de Taguatinga. O caso levantou questionamentos sobre a segurança do ambiente educacional remoto entre a comunidade escolar. Para proteger alunos e professores de possíveis invasões, a equipe pedagógica do Centro de Ensino Médio Integrado do Cruzeiro (CEMI), que também foi invadido, tomou algumas medidas para evitar novos casos.


De acordo com um professor que não quis se identificar, foram identificadas três invasões no ambiente de aula virtual do CEMI, mas nenhuma tão grave quanto ao ocorrido no CEF 11. Ele contou que os invasores entram nas salas para gritar, fazer barulho ou colocar música alta.


A coordenação da escola descarta a possibilidade de hackers e explica que o ensino remoto e o uso de multiplataformas deixam as aulas expostas, especialmente porque os professores precisam compartilhar os links com centenas de alunos. Nesse cenário, a equipe pedagógica perde o controle do endereço eletrônico, que pode ser divulgado nos mais variados espaços da internet.

Ainda segundo o professor, "cabe ressaltar que o que está acontecendo poderia acontecer em sala de aula normal, só que agora está na web porque tem uma visibilidade, então ganha uma conotação nova. Mas qualquer estudante e qualquer escola está suscetível a isso ".


Getúlio Cruz, diretor do CEMI, diz que foram criados "mecanismos de informações para conscientizar o uso da internet no campo escolar". Além disso, a escola bloqueou alguns aplicativos de conversa e está promovendo debates com pais e responsáveis sobre o uso das ferramentas digitais.

 

Veja as medidas que a escola adotou


A partir de orientações da Secretaria de Educação, o CEMI passou a utilizar o e-mail institucional para alunos e professores. Dessa forma, apenas quem estiver usando o e-mail adequado será aceito na sala de virtual;

Organizaram reuniões com as turmas sobre conscientização tecnológica, questões legais da internet e seriedade do ambiente virtual;

Iniciaram um trabalho entre a coordenação pedagógica, direção e EEAA (parte de psicologia institucional) para promover rodas de conversa com pais e alunos do ensino médio. O objetivo é conscientizar e sensibilizar sobre o uso da internet;

Cadastraram os e-mails dos alunos para que eles recebam o link da aula pelo correio eletrônico. Dessa forma, conseguem monitorar o ambiente e evitam que outras pessoas entrem na sala;

Começaram a usar a ferramenta Big Blue Button, um sistema de webconferências, para dificultar a invasão.


Secretaria de Educação estabeleceu padrões para aulas on-line


Na última quarta-feira, a Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF) enviou uma circular com padrões de uso da plataforma Google Sala de Aula para as escolas. As orientações objetivam evitar invasões e a reprodução de conteúdos impróprios para crianças.


Confira o documento na íntegra.

 

*Estagiária sob supervisão da editora Ana Sá

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