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HERANÇA

Professora deixa herança de US$ 1 milhão para ajudar escolas públicas

Lillian Orlich dedicou 67 dos 95 anos ao ensino; dinheiro deve ser utilizado para ampliar oferta de bolsas criadas por ela

Lillian Orlich viveu até os 95 anos, 67 deles dedicados à educação no Condado de Prince William, Virgínia, nos Estados Unidos. Mesmo aposentada desde 2017, o vínculo da Senhorita O, como era conhecida, com a educação foi mantido, e agora segue forte no testamento dela. A docente, que morreu em 7 de março, deixou uma herança de US$ 1 milhão (aproximadamente R$ 5 milhões) para fundação que se dedica a apoiar o ensino público.

A Spark, sigla em inglês para Apoiar Parcerias e Recursos para Crianças (Supporting Partnerships and Resources for Kids), para a qual o dinheiro foi doado, é uma fundação educacional das escolas públicas do Condado de Prince William, onde a docente dedicou grande parte da carreira. Em entrevista ao Washington Post, a diretora executiva da organização, Dawn Davis, disse que sabia que Lillian Orlich gostaria de destinar uma quantia à Spark, mas não sabia qual o valor.

A quantia doada deve ser usada para ampliar a oferta de bolsas de estudos criadas por Orlich após se aposentar. Uma parte do dinheiro também vai se destinar às áreas de foco da fundação como preparação de educadores, educação em ciências, tecnologia, engenharia e matemática (STEM) e aprendizagem social e emocional.

Ela investiu em seus alunos. Ela investiu em sua comunidade. E ela investiu em sua escola”, afirmou a diretora da Spark. “Isso foi feito por amor verdadeiro.”

A professora morreu aos 95 anos em uma comunidade de idosos. Sem filhos, Orlich afirmava que a comunidade escolar era sua família. Em 17 de março, Senhorita O foi homenageada em auditório que leva seu nome em uma escola no Condado, cerimônia que contou com centenas de ex-alunos, amigos e admiradores.

Inspiração 

Outra ação de uma doação de uma professora nos Estados Unidos fez história este ano. A ex-professora Ruth Gottesman anunciou a doação de US$ 1 bilhão (R$ 4,95 bilhões, na cotação atual) para a Faculdade de Medicina Albert Einstein, nos Estados Unidos. O dinheiro veio da fortuna deixada pelo marido da ex-professora, o bilionário investidor do conglomerado empresarial Berkshire Hathaway, David Gottesman, que morreu em setembro de 2022. A quantia doada fará com que a instituição ofereça aos estudantes aulas gratuitas perpétuas.