O Centro de Ensino Médio 3 (CEM 3) de Taguatinga volta a se destacaR pelo expressivo número de aprovação em vestibulares, no Sistema de Seleção Unificada (Sisu) e no Programa de Avaliação Seriada (PAS). Até agora, a direção do colégio contabiliza 92 alunos selecionados nas chamadas regulares da Universidade de Brasília (UnB) e de outras universidades federais.
O jovem Marcelo Henrique de Souza, 18 anos, por exemplo, foi aprovado em geofísica na Universidade de São Paulo (USP), ciência da computação na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e engenharia mecatrônica na UnB, pelo PAS e vestibular tradicional. Filho de mãe cuidadora, comentou sobre a importância da atenção especial dos professores. “Além de serem ótimos profissionais, eles se conectam com o lado mais humano do aluno e te apoiam no que você realmente quer”.
DIFERENCIAL PARA APROVAÇÕES
Além do trabalho conjunto entre professores, equipe pedagógica e família para o sucesso acadêmico dos alunos, a escola conta com o suporte do projeto Núcleo de Apoio aos Vestibulandos (Nave), criado em 2023. O projeto é focado na aprovação dos estudantes no ensino superior. Coordenado pela professora Regina Cotrim, 55 anos, com participação de toda equipe pedagógica e famílias, o Nave contribuiu com a aprovação de mais de 330 aprovações de ex-alunos. De acordo com Regina, o objetivo é criar oportunidades para os estudantes ingressarem no ensino superior. “Sempre falei sobre a importância da universidade pública, como eu estudei na UnB e sou muito fã, eu tinha a vontade de que os alunos também tivessem a chance de estar lá”.
Geovanna Gabrielly Oliveira, 18 anos, moradora da Colônia Agrícola 26 de Setembro e filha de diarista, foi aprovada em jornalismo na UnB por meio do PAS. A estudante ingressou no CEM 03 apenas no último ano do ensino médio, mas comentou sobre o impacto que o Nave teve na reta final de sua preparação: “Desde que entrei aqui no colégio, os professores sempre incentivaram falando: ‘Gente, vão atrás do sonho de vocês’. E com incentivo de toda a equipe institucional, decidi fazer jornalismo".
A estudante Crislayne Rocha, 17 anos, moradora do Park Way, foi aprovada em letras inglês no Instituto Federal de Brasília (IFB) e farmácia na UnB. Filha de mãe babá e pai motorista, a jovem disse que o projeto foi crucial para a conquista da vaga no ensino superior. “Antes do Nave, minhas notas eram baixas, e depois que eu entrei e a Regina começou a apoiar e direcionar os meus estudos, as minhas notas praticamente duplicaram durante o ensino médio”, afirmou.
Lucas Augusto, 18 anos, é outro aluno que atingiu o objetivo de ingressar no ensino superior no curso de relações internacionais por meio do vestibular tradicional da UnB. O morador da Samambaia Norte contou que o empréstimo das apostilas foi essencial na aprovação: “Nem todos têm condições de pagar um cursinho caro, e a professora Regina sempre emprestou livros desses cursinhos, então com certeza ela tem parcela da minha conquista”.
INÍCIO DO NAVE
A criação do projeto veio após o afastamento da professora Regina da sala de aula, provocado por um problema na voz. Focada e ajudar os alunos de escola pública a ingressarem na universidade pública, a educadora criou o projeto Nave, que foi abraçado por toda a escola. O projeto oferece atividades que auxiliam os alunos na jornada até a faculdade, mentoria individual, visita às universidades, permitindo que os alunos se familiarizem com o ambiente acadêmico, grupo de estudos, palestras e orientações sobre inscrições dos procesos seletivos.