Por Ian Vieira
O Sindicato dos Professores do Distrito Federal (Sinpro-DF), representando as categorias de professores e orientadores educacionais, organiza assembleia geral com paralisação dia 18 de março. O principal tema abordado na reunião será o fortalecimento da pressão pela continuidade da reestruturação da carreira do magistério público. Além disso, outros tópicos serão comentados, como militarização das escolas, nomeação de novos professores e direito a atestado médico de acompanhante para professores contratados temporariamente.
Os profissionais da educação debaterão na assembleia geral diversos temas. O ponto principal da reunião é a equiparação do rendimento médio dos docentes da rede pública aos demais profissionais com escolaridade equivalente até o sexto ano de vigência.
De acordo com o diretor do Sinpro-DF Cleber Soares, a assembleia geral tem como objetivo apresentar pautas para a categoria. “Vamos falar sobre a continuidade da reformulação do plano de carreira, contratação dos concursados em lista de espera, publicação do edital de novo concurso público para o magistério”, afirmou. “Caso seja aprovado, virará pauta de luta da categoria na campanha serial de 2026”.
A diretora do Sinpro-DF, Márcia Gilda Moreira, comentou sobre a militarização das escolas públicas e a posição do sindicato. "Nossa concepção de ensino vai na contramão do modelo de colégios cívico-militares. Acreditamos na educação preconizada pelo Currículo em Movimento, que prevê educação integral, crítica e inclusiva, baseada no desenvolvimento pleno do aluno, em respeito ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Nós precisamos formar estudantes para o protagonismo e não para submissão".
Em 2025, a greve dos professores durou 23 dias. As reivindicações do Sinpro-DF na ocasião eram: reajuste salarial de 19,8%, reestruturação da carreira do magistério, com base em plano de carreira mais claro e progressão, nomeação de aprovados em concurso público para reduzir o número de contratos temporários, regularização das informações previdenciárias ao INSS para professores temporários, além do cumprimento de itens de acordos anteriores.
O acordo com o GDF garantiu aos professores com especializações (mestrado e doutorado) aumento na tabela salarial. Docentes com mestrado recebiam 10% de aumento, após a greve, passaram a ganhar 20%, para os doutores o valor também dobrou, de 15% para 30%. A mudança garante aos profissionais segurança salarial, visto que as gratificações podem ser alteradas, mas na tabela salarial não pode haver rebaixamento.
Além disso, para o fim da greve, o Sinpro-DF acordou com o GDF a nomeação de 3 mil novos professores efetivos. Entre os convocados, 600 docentes não assumiram o cargo, o sindicato também exige que essas vagas sejam preenchidas por concursados que estão em espera.
*Estagiário sob a supervisão de Ana Sá