Nesta sexta-feira (15/5), a Secretaria de Educação Básica (SEB) do Ministério da Educação (MEC), por meio da Coordenação-Geral de Educação Integral e Tempo Integral (Cogeiti), apresentará o seminário "Avaliação do desenvolvimento integral como direito: sentidos, práticas e desafios". O evento será no Centro de Formação e Desenvolvimento dos Trabalhadores em Educação do Ministério da Educação (Cetremec), a partir das 9h, com transmissão pelo canal do MEC no YouTube.
O tema principal da programação do evento será a avaliação da educação integral e em tempo integral, e foi construída a partir de um Acordo de Cooperação Técnica (ACT) estabelecido entre o MEC e a Ashoka Brasil, em parceria com a Faculdade de Educação da USP (Feusp). Esse acordo está conectado ao Escolas2030, um programa internacional com duração de 10 anos (2020–2030), conduzido no Brasil pela Feusp e pela Ashoka. O objetivo do ACT é utilizar os resultados e aprendizados acumulados pela pesquisa para aprimorar a avaliação do desenvolvimento integral dos estudantes.
De acordo com a líder da Estratégia de Juventudes da Ashoka América Latina, Helena Singer: "Em vez de partir de lacunas, o Escolas2030 valoriza experiências que já dão certo em territórios diversos e busca ampliá-las, conectando escolas e redes em torno de soluções concretas”, disse.
De acordo com o professor da Faculdade de Educação da USP e integrante da equipe coordenadora do Escolas2030 Elie Ghanem, o programa traz um caminho raro e precioso nas buscas de uma educação de qualidade para todas as pessoas. “Ele inverte o que se costuma fazer porque valoriza e fortalece as práticas inovadoras e bem-sucedidas em áreas de alta vulnerabilidade social”, afirmou. “As próprias comunidades locais pesquisam sobre suas atividades e as aperfeiçoam”.
O Objetivo do evento é fomentar perspectivas que reconheçam e valorizem o desenvolvimento integral dos sujeitos em suas múltiplas dimensões: social, física, cognitiva, cultural, política e ética. O encontro também visa potencializar estratégias de avaliação das condições oferecidas pelas redes de ensino, fomentar o debate sobre a gestão democrática e promover a produção de conhecimento a partir dos próprios profissionais da educação, com foco no protagonismo estudantil, na autonomia escolar e na qualificação docente.
*Estagiário sob a supervisão de Ana Sá