Reeducandos em regime aberto e semiaberto atendidos pela Fundação de Amparo ao Trabalhador Preso do Distrito Federal (FUNAP-DF) participam do programa AWS Treina Brasil, voltado à capacitação em inteligência artificial e computação em nuvem. O projeto é uma iniciativa do Instituto Gabriel Gastal (IGG), em colaboração com a Amazon Web Services. Objetivo é reinserir e educar os internos com preparo para o mercado de trabalho.
As aulas são on-line, com carga horária de 42 horas, e abordam temas como inteligência artificial generativa, aprendizado de máquina, fundamentos de computação em nuvem, inovação, transformação digital e aplicações práticas. Todos os cursos oferecem certificação. Para a viabilização das atividades, o IGG junto ao IIA doaram 10 computadores.
O projeto foi lançado em abril com a participação do secretário interino da Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus) e presidente da Funap-DF, Jaime Santana; da diretora-executiva da Funap-DF, Deuselita Martins; Paloma Gastal, presidente do IGG; Maria Paula Fidalgo, vice-presidente do IGG; e Gustavo Noleto Bertolino, presidente do Instituto de Inteligência Ambiental (IIA).
De acordo com a presidente do IGG, Paloma Gastal, a educação digital é uma poderosa ferramenta de transformação social e empregabilidade “Até 2028, 97% dos empregadores devem implementar soluções de inteligência artificial, e nosso papel é abrir portas para que mais pessoas tenham acesso a esse conhecimento e possam construir novas oportunidades de vida. Democratizar a tecnologia é democratizar futuros”, afirmou.
Um dos participantes do projeto é Marcos, que vê na iniciativa uma oportunidade de crescimento. “Já fiz um curso de informática básica, e essas aulas de inteligência artificial vão ampliar minha qualificação. Hoje, a tecnologia está muito avançada, e esse conhecimento pode ajudar minha entrada no mercado de trabalho com mais preparo”, comentou.
Jaime Santana destacou o impacto social da iniciativa. “Pessoas em conflito com a lei enfrentam, muitas vezes, poucas oportunidades no mercado de trabalho. Um projeto como este amplia horizontes e cria novas possibilidades de reinserção social por meio da qualificação profissional”, ressaltou
*Estagiário sob a supervisão de Ana Sá
