Justiça suspende curso de medicina para quilombolas na UFPE

Reitor da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) promete recorrer à decisão em todas as instâncias. Curso seguirá até o fim do primeiro semestre

Ian Vieira*
postado em 12/03/2026 21:17
Curso de medicina da Universidade Federal de Pernambuco é suspenso pela Justiça -  (crédito: Reprodução/Ascom UFPE/Widma Sandrelly )
Curso de medicina da Universidade Federal de Pernambuco é suspenso pela Justiça - (crédito: Reprodução/Ascom UFPE/Widma Sandrelly )


O Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF5)  (TRF-5) autorizou a suspensão do curso de medicina da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), câmpus de Caruaru. O reitor Alfredo Gomes afirmou nesta quarta-feira (12/3), que a UFPE vai recorrer em todas as instâncias.

A turma especial de medicina está sendo oferecida pela UFPE, desde dezembro de 2025, para 80 estudantes de vários estados do país, por meio de parceria com o Pronera, programa vinculado ao Incra e ao Ministério de Desenvolvimento Agrário, para estudantes beneficiários da reforma agrária, quilombolas e educadores do campo.

A decisão da justiça encontrou irregularidades no processo seletivo e na implementação da turma criada pelo Pronera. Os questionamentos iniciais sobre o processo foram feitos pelo vereador do Recife Tadeu Calheiros (MDB), que criticou a forma de seleção dos estudantes e a implantação do curso voltado a beneficiários da reforma agrária.

Após a publicação do edital, em setembro de 2025,  haviam tido outras decisões judiciais que suspenderam a seleção dos estudantes, entretanto, o TRF5 autorizou o seguimento do edital e o início das aulas. O reitor Alfredo Gomes afirmou que “A educação é um direito e a Universidade vai defender a sua autonomia de poder ofertar educação pública de qualidade”.

*Estagiário sob a supervisão de Ana Sá


 

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