Por João Hermógenes*
O Ministério da Educação promoveu, nesta Sexta-feira(17/04), por meio da Secretaria de Educação Superior (Sesu), o Seminário de Política Nacional de Educação Superior (Pneds) com o tema “Educação superior como política de Estado: fundamentos, objetivos e compromissos institucionais”. Com o objetivo de escutar especialistas e a sociedade para o desenvolvimento de políticas, com ênfase na diversidade, equidade e inclusão.
A programação incluiu as palestras Educação superior indígena: diversidade sociocultural e políticas educacionais e Povos Quilombolas e Educação Superior: reconhecimento, inclusão e justiça educacional, que discutiu a educação superior a partir do reconhecimento dos direitos dos povos quilombolas, da valorização de saberes tradicionais e epistemologias próprias, da necessidade de revisão curricular, incluindo disciplinas obrigatórias, metodologias inclusivas e estratégias institucionais para o enfrentamento da reprovação, evasão e abandono.
Reunião contou com a palestra Pessoas com Deficiência na educação superior: acessibilidade, inclusão e responsabilidade institucional, que abordou a inclusão de pessoas com deficiência na educação superior, com foco na acessibilidade, revisão de práticas avaliativas, metodologias de ensino inclusivas e superação da cultura acadêmica que associa qualidade à exclusão, com responsabilização institucional pelos resultados acadêmicos e pelo sucesso estudantil.
Evento contou com a presença do secretário de educação superior, Marcus David; a diretora de desenvolvimento acadêmico da Sesu, Lucia Pellanda; o secretário-executivo do conselho nacional de educação (CNE), Christy Pato, a educadora e representante da coordenação nacional de articulação das
comunidades negras rurais quilombolas (Conaq) no CNE, Gilvânia Silva, e o coordenador-geral de relações estudantis da Sesu, Artur Araújo.
O secretário Marcus David afirmou que a política está sendo construída por todas as secretarias do MEC, tendo em vista que a educação superior tem uma grande abrangência e está interligada com várias áreas, como a participação do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), para discutir um sistema de avaliação da Política Nacional de Assistência Estudantil (Pnaes); da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), tratar de políticas de pós-graduação; e da Secretaria de Educação Básica (SEB) do MEC, já que uma das funções essenciais da educação superior é a formação de professores para a educação básica.
“Apresentar uma política de educação superior é uma oportunidade para nós fazermos uma profunda reflexão sobre o papel dela na nossa sociedade, no nosso projeto de nação, no projeto de construir uma nação civilizada, que supere todas as suas desigualdades, suas injustiças, um projeto em que efetivamente a educação superior possa contribuir para o desenvolvimento social e econômico do país”,
enfatizou o secretário.
David também ressaltou que não devemos conceber uma política de educação superior que seja construída e elaborada por uma pequena casta da nossa sociedade. “Essa política tem que ser inclusiva, tem que superar desigualdades, tem que contemplar segmentos sociais que historicamente foram alijados desse processo” , completou.
A transmissão completa do seminário está disponível no canal do Youtube do
Ministério da Educação
https://www.youtube.com/@ministeriodaeducacao_MEC/streams.
Estagiário sob a supervisão de Ana Sá*