Servidores públicos e estudantes de universidades federais do Rio Grande do Sul protestaram, na manhã desta quarta-feira(10/6), contra que consideram um bloqueio de repasses pelo Ministério da Gestão e Inovação (MGI) para a manutenção de serviços e o pagamento de contas. A mobilização concentra servidores da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), das universidades federais de Pelotas (Ufpel), Santa Maria (UFSM), do Rio Grande (Furg) e de Santa Catarina (UFSC). Com a falta de repasse, o salário de trabalhadores terceirizados foi afetado, gerando transtorno aos serviços das instituições.
Nas redes sociais, reitoria da UFRGS manifestou-se por meio de nota sobre a atual situação financeira. Segundo o documento “pela segunda semana consecutiva, esses limites não foram liberados, somando hoje cerca de R$ 4,5 milhões em pagamentos já empenhados e liquidados e ainda não disponibilizados. O processamento do pagamento à empresa, assim como de outras terceirizadas e serviços, depende de repasse de valor financeiro do Tesouro para a UFRGS, que deveria ocorrer todas as segundas-feiras.”
A reitoria lamentou o ocorrido e informou que “segue atuando junto aos órgãos de governo para cobrar o cumprimento dos repasses tempestivos dos valores”. A universidade afirmou, ainda que devido a falta de recursos, teve que realocar verbas, o que pode atingir outros setores acadêmicos.
Servidores em greve
A manifestação desta quarta-feira agravou os protestos do funcionalismo que completaram 100 dias. Em diferentes cidades do estado, servidores técnico-administrativos das universidades realizam atos e paralisações pedindo o atendimento de reivindicações, dentre elas, o reajuste salarial e reestruturação de carreira para combater o arrocho financeiro.