formação universitária

Dupla Conquista: egressos do Programa da UCB garantem vagas na rede pública de ensino e bolsas de mestrado

Recém-formados pelo programa Prilei da Universidade Católica de Brasília (UCB) alcançaram dupla conquista ao serem aprovados na Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal (SEEDF) e garantirem bolsas de mestrado na instituição. O programa, uma iniciativa do MEC, financia licenciaturas com foco em educação integral e residência docente, preparando os educadores para a prática escolar e a inclusão.

Correio Braziliense
postado em 19/07/2026 06:00 / atualizado em 19/07/2026 06:00
Estudantes do programa reunidos em atividade coletiva -  (crédito: Fotos: Divulgação: arquivo pessoal)
Estudantes do programa reunidos em atividade coletiva - (crédito: Fotos: Divulgação: arquivo pessoal)
A conclusão do ensino superior é um marco na trajetória de qualquer estudante. Para os recém-formados da Universidade Católica de Brasília (UCB) egressos do Programa Institucional de Fomento e Indução da Inovação da Formação Inicial e Continuada de Professores com ênfase na Educação Integral (Prilei), o momento veio acompanhado de uma dupla conquista, no mercado de trabalho e na academia. 
Os profissionais recém-formados pela UCB foram aprovados no processo seletivo e no concurso da Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal (SEEDF). As colocações abrangem tanto vagas de provimento efetivo quanto contratos para o quadro de professores temporários, o que inseriu esses educadores na rede pública de forma imediata e ajudou a reduzir o deficit de profissionais qualificados nas salas de aula do Distrito Federal. 
Beatriz Dias, professora de língua portuguesa
Beatriz Dias, professora de língua portuguesa (foto: Arquivo Pessoal)
Duas alunas recém-graduadas pelo programa garantiram bolsas de estudo integrais para o Programa de Pós-Graduação em Educação da UCB. Beatriz Dias e Silvatânia Limeira entraram no mestrado em educação pelo processo seletivo padrão da instituição, composto por avaliação documental, entrevista e avaliação de língua estrangeira. 
“Pessoalmente, acredito que a formação no Prilei me aproximou mais da realidade escolar e me muniu de técnicas e práticas que passei a usar em sala de aula. É claro que sempre temos desafios na área da educação. Muitas vezes, sofri com burocracias e faltas de recursos, mas sei que o Prilei foi fundamental para que eu conseguisse lidar da melhor maneira com esses percalços”, afirma Beatriz Dias, professora de língua portuguesa aprovada em dezembro de 2025 e agora bolsista de pós-graduação. 
Silvatânia, professora da educação especial
Silvatânia, professora da educação especial (foto: Arquivo Pessoal)
Para Silvatânia Limeira, o apoio ao longo do percurso foi essencial: “Como pessoa autista, percebo que, durante a educação básica, muitas das minhas necessidades não foram compreendidas. Na universidade, vi uma realidade diferente: encontrei professores que acreditaram no meu potencial e garantiram minha acessibilidade. Como tenho baixa visão, por exemplo, minhas avaliações eram adaptadas com fonte 16, assegurando igualdade de condições, sem alterar o nível de exigência.” Também aprovada em dezembro de 2025, ela hoje é professora da educação especial. “Essa experiência contribuiu diretamente para a minha aprovação no concurso da Secretaria de Educação do Distrito Federal, pois me preparou não apenas em relação aos conhecimentos cobrados, mas também para compreender, na prática, os princípios da inclusão, da equidade e da educação integral. Hoje, levo esses aprendizados para a minha atuação como professora, buscando oferecer aos meus alunos o mesmo acolhimento, respeito às individualidades e oportunidades que fizeram diferença na minha formação.” 
O Prilei é uma ação do Ministério da Educação (MEC) que financia cursos de licenciatura com bolsa integral e articula instituições de ensino superior públicas e privadas sem fins lucrativos — entre elas a UCB —, com foco em educação integral. Em contrapartida, os alunos com bolsa se comprometem a cumprir um ano de residência docente na rede pública, mecanismo que ajuda a explicar o encaixe dos egressos da UCB no concurso e no quadro temporário da SEEDF. 
“Sinto que consigo alcançar mais os alunos, principalmente aqueles atendidos pela sala de recursos, e consegui lidar bem com os percursos que ficaram sob minha responsabilidade. Como ministro aulas no ensino médio, além de português, também fiquei responsável por ministrar o percurso de Letramento Digital e Midiático, o qual me senti mais preparada para trabalhar porque tive uma disciplina inteira voltada para esse tema no último semestre”, relata Beatriz. 
*Estagiária sob supervisão de Marília Milhomen 

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