Consciência Negra

Mesa no Copene debate juventude negra no Brasil e na África Ocidental com jurista do Benin

Fundador de centro de pesquisa africano, Moudjib Djinadou participa de painel ao lado de pesquisadoras da UnB no congresso realizado em Brasília

Correio Braziliense
postado em 23/07/2026 19:32 / atualizado em 23/07/2026 20:37
O painel reúne o jurista e escritor beninense Moudjib Djinadou, fundador e diretor executivo do Instituto Itumò, centro independente de pesquisa e prospectiva estratégica com sede em Porto-Novo, no Benin -  (crédito: Divulgação/Copene)
O painel reúne o jurista e escritor beninense Moudjib Djinadou, fundador e diretor executivo do Instituto Itumò, centro independente de pesquisa e prospectiva estratégica com sede em Porto-Novo, no Benin - (crédito: Divulgação/Copene)

O 14º Congresso Brasileiro de Pesquisadores/as Negros/as (Copene) recebe, na quarta-feira (29/7), às 16h30, uma mesa-redonda que conecta experiências de juventudes negras no Brasil e na África Ocidental. Intitulado "Odó Dúdú: Juventudes Negras no Brasil e no Oeste Africano", o debate ocorre na sala AT 60/41, no BSA Norte do câmpus Darcy Ribeiro da Universidade de Brasília (UnB).

O painel reúne o jurista e escritor beninense Moudjib Djinadou, fundador e diretor executivo do Instituto Itumò, centro independente de pesquisa e prospectiva estratégica com sede em Porto-Novo, no Benin. Doutor em Direito pela Universidade Paris V René Descartes, Djinadou atuou por quase três décadas nas Nações Unidas, em missões de proteção a refugiados e manutenção da paz em diferentes países africanos, incluindo passagens pelo Acnur, pelo Escritório das Nações Unidas para a África Ocidental e o Sahel (Unowas) e pela Missão da ONU na República Democrática do Congo (Monusco). Também é autor do ensaio "África Renegada — Basta Ser Africano", lançado em junho deste ano, no qual defende a autodeterminação intelectual e cultural do continente.

Pesquisadoras da UnB

Do lado brasileiro, participam duas pesquisadoras do Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros da UnB (Neab/UnB): Norma Diana Hamilton, professora do Instituto de Letras e coordenadora adjunta do Copene 2026, e Renata Callaça Gadioli, professora da Faculdade de Administração, Contabilidade, Economia e Gestão de Políticas Públicas. A mediação fica a cargo de Luiz Herculano de Sousa Guilherme, professor de Língua Portuguesa do Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC) e coordenador do Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) do câmpus Gaspar.

O Copene, maior congresso de pesquisadores negros do país, ocorre de 28 a 31 de julho na UnB e tem como tema "Consciência Negra: contribuição do pensamento afrodiaspórico para a democracia brasileira".

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