Greve na UnB? Professores marcam data para decisão sobre paralisação

Categoria aguarda nova negociação com o governo federal. Insatisfação com perdas salariais pode levar à interrupção total das atividades na universidade

Correio Braziliense
postado em 13/08/2026 20:39
A classe dos professores da Universidade de Brasília (UnB) indica pretensão de greve em caso de não atendimentos das reivindicações -  (crédito: Reprodução/UnB/Isa Lima)
A classe dos professores da Universidade de Brasília (UnB) indica pretensão de greve em caso de não atendimentos das reivindicações - (crédito: Reprodução/UnB/Isa Lima)

Os professores da Universidade de Brasília (UnB) marcaram para 18 de agosto a decisão sobre uma possível greve. A definição depende do resultado da sexta rodada de negociação com o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), que ocorrerá em 14 de agosto.

Segundo a Associação dos Docentes da UnB (ADUnB), uma paralisação das atividades já foi aprovada para o dia 18 de agosto. A medida é uma resposta à falta de avanços nas negociações sobre a Unidade de Referência de Preçõs (URP), que tem gerado perdas salariais para a categoria.

Até o momento, cinco rodadas de negociação foram realizadas na Câmara de Mediação e de Conciliação da Administração Pública Federal (CCAF) sem a apresentação de uma proposta concreta. O MGI insiste em aplicar aos docentes da UnB as mesmas regras de absorção das demais categorias do serviço público federal, desconsiderando especificidades jurídicas e institucionais.

Maria Lídia Bueno Fernandes, presidenta da Associação dos Docentes da UnB (ADUnB), destacou que o período até a assembleia será usado para reforçar a disposição em negociar. “Também será um período para fortalecer a mobilização docente, fundamental para os próximos passos da luta”, declarou.

Reivindicações
A luta dos professores pelo recebimento da URP para toda a categoria já dura 35 anos. As principais reivindicações apresentadas são:

  • Solucionar os descontos indevidos da URP de aposentados, a partir de uma atuação do MGI e da Advocacia-Geral da União (AGU) junto ao Tribunal de Contas da União (TCU).
  • Garantir que a absorção da URP não seja efetuada até o fim da negociação ou do trânsito em julgado da ação no Supremo Tribunal Federal (STF).
  • Reverter as absorções integrais que ocorreram em maio.
  • Reconhecer que promoções e progressões são acréscimos remuneratórios que qualificam a carreira e, portanto, não podem ser absorvidas.


Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.

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