Cidadania

Renata D’Aguiar: qualificação e independência quebram ciclos de violência

Subsecretária de Promoção da Mulher do GDF acredita que investir em capacitação, educação e geração de emprego e renda é fundamental para a proteção feminina

Correio Braziliense
postado em 17/01/2026 21:19
Secretaria da Mulher fez mais de 100 mil atendimento ao longo do ano passado relacionados ao combate à violência -  (crédito: Aysllan Ferreira/Divulgação)
Secretaria da Mulher fez mais de 100 mil atendimento ao longo do ano passado relacionados ao combate à violência - (crédito: Aysllan Ferreira/Divulgação)

Ao longo de 2025, a Secretaria da Mulher realizou mais de 102 mil atendimentos diversos a mulheres no Distrito Federal.Entre os serviços mais procurados estão aqueles relacionados a situações de violência familiar. Entre as ações adotadas pela pasta estão o encaminhamento para cursos de qualificação e formação, além da implementação de iniciativas voltadas ao empoderamento das vítimas.

“A situação chega a esse extremo, principalmente, pela impossibilidade de elas reunirem condições para administrar suas próprias vidas”, destaca a subsecretária de Promoção da Mulher, Renata D’Aguiar. “Quando têm a oportunidade de participar de cursos de capacitação profissional e, consequentemente, ingressar no mercado de trabalho,essas mulheres passam a ter a possibilidade de alcançar a independência financeira e abandonar a vida de dependência econômica, quebrando, assim, o ciclo de violência”, explica a gestora.

Desde o início da atual gestão, a secretaria também fortalece a empregabilidade feminina por meio de 13 acordos de cooperação técnica, que já garantiram emprego formal a 365 mulheres vítimas de violência, acompanhadas por equipes multidisciplinares.

Em 2025, a pasta investiu quase R$ 4 milhões em ações de fomento e é responsável por benefícios sociais como o Acolher Eles e Elas, com 182 beneficiários; o Aluguel Social, com 676 mulheres atendidas; e o Passe Livre – Transporte Por Elas, com 1.446 concessões.

De acordo com Renata D’Aguiar, os atendimentos contemplaram mulheres em situação de violência, homens autores de violência em processo de responsabilização, dependentes acolhidos e famílias em situação de vulnerabilidade. “A política da pasta parte do entendimento de que o enfrentamento à violência exige ações articuladas de prevenção, acolhimento, proteção, empregabilidade e promoção da autonomia”, enfatiza a subsecretária.

Para quem precisa desse tipo de suporte, a recomendação é procurar a Casa da Mulher Brasileira, localizada na CNM 1, Bloco I, Lote 3, em Ceilândia (61)98312-0763, ou os Centros de Referência da Mulher Brasileira no Recanto das Emas (Av. Buritis, Quadra 203, Lote 14), em Sol Nascente/Pôr do Sol (Trecho 2 – Quadra 100, Conjunto A, Lote SC1),em São Sebastião (Área Especial – AE 11, Centro de Múltiplas Atividades) e em Sobradinho II (AE 6, COER, Quadra 1, Setor Oeste).

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