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Professores dão dicas para concurso na àrea de educação

Fazer questões de provas anteriores e resolver simulados são as principais dicas de professores especializados na preparação para concursos

 
Após aprovação do projeto de lei que cria mais de 24 mil cargos no Poder Executivo, muitos concurseiros estão de olho nos editais. A maioria das vagas são para professores e técnicos administrativos de universidades e institutos federais. Por isso, o Correio ouviu especialistas para dar dicas de como se preparar para as provas. 
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“Essas provas cobram a estrutura básica de concurso: português, direito administrativo, direito constitucional, administração e legislação da educação profissional e tecnológica. Então, é preciso entender sobre a criação dos Institutos Federais, as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Profissional e a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB). Minha dica é antecipar estes conhecimentos e, depois, estudar conteúdos específicos de cada instituição de educação”, explica Carlos Henrique Costa, do Gran Concursos. 
Arquivo Pessoal - Carlos Henrique: dicas de conteúdos específicos
O professor Cláudio Matos, da plataforma Kultivi, explica que as principais estratégias para se sair bem nos concursos incluem priorizar conteúdos recorrentes nas provas e fazer questões de exames antigos e simulados. 
Arquivo Pessoal - Cláudio Matos: resolver simulados e provas antigas
“A primeira recomendação para quem pretende ter bom desempenho em concursos públicos é organizar os estudos de forma estratégica e antecipada, preferencialmente antes da publicação do edital. É importante escolher uma área específica de concursos e concentrar os estudos nas disciplinas que costumam aparecer com maior frequência, como língua portuguesa, direito constitucional, direito administrativo, informática e raciocínio lógico. Essa base comum permite que o candidato se prepare para diversos editais e construa conhecimento consistente ao longo do tempo”, aconselha. 
“Outro ponto fundamental é a prática constante por meio de resolução de questões e simulados, que ajudam a compreender o estilo das bancas examinadoras e a identificar pontos de melhoria. Além disso, revisões periódicas são essenciais para consolidar o conteúdo aprendido e evitar o esquecimento. A combinação entre estudo teórico estruturado, resolução intensiva de exercícios e revisões sistemáticas costuma ser o método mais eficaz para alcançar um desempenho competitivo nas provas de concursos públicos”, conclui. 
“Na hora da prova, recomendo que, se a prova discursiva for no mesmo horário da objetiva, o candidato olhe primeiro o tema da redação e siga para aprova objetiva. Com isso, as ideias poderão ser mais bem desenvolvidas. Além disso, é comum que não se saiba tudo. Por isso, o candidato não deve ficar abalado se não souber algum item. Em provas, confiança é extremamente importante”, afirma o professor Wanderson Melo. 
Arquivo Pessoal - Wanderson Melo: organizar os estudos antecipadamente
No dia do concurso, estratégia de prova e confiança também são imprescendíveis. “O candidato deve chegar com antecedência ao local de prova; verificar, no dia anterior, a roupa confortável que irá vestir, as canetas que irá usar e a comida que irá levar”, conclui. 

Saúde mental 

Além de uma rotina adequada de estudos, os concurseiros não podem deixar de lado o preparo mental. Segundo o professor Wanderson Melo, suporte psicológico e a prática de exercícios físicos podem ajudar a combater a ansiedade durante a preparação. “Considero muito importante que o candidato consiga praticar atividade física e, se possível, tenha acompanhamento terapêutico. Tudo isso para amenizar o impacto de horas de estudos para a saúde mental e física. Como se sabe, para conseguir a sonhada vaga, o candidato tem de abrir mão de muitas coisas, como tempo, dinheiro e o sono. Com isso, a ansiedade aparece com o medo da reprovação. Além disso, o corpo tende a pedir socorro depois de tanto tempo na mesma posição: sentado, na frente de livros e computador. 

Redação 

Para muitos, a redação é um grande inimigo na hora da prova. Segundo Melo, a chave para uma boa redação está no exercício constante de leitura e escrita. “É imprescindível a leitura de jornais e a realização de resenhas para dominar os principais assuntos do Brasil e do mundo”, aconselha. 
Arquivo Pessoal - Júlia Konofal: texto simples, direto e sem frases enfeitadas
Uma rotina organizada de prática também ajuda a desenvolver a escrita e a capacidade de argumentação. Textos simples e diretos devem ser priorizados pelos estudantes. “Escrever bem exige prática, porque quanto mais o aluno escreve, mais ele aprende a organizar as ideias, argumentar com clareza e evitar erros recorrentes na própria escrita. Outro procedimento importante é escrever de forma lógica e objetiva. Não adianta tentar impressionar com palavras difíceis ou frases muito enfeitadas. Um texto simples, direto e bem construído, no qual cada parte conversa bem com a outra, costuma funcionar muito melhor, porque a leitura flui e a argumentação fica mais convincente”, diz Júlia Konofal, professora da Kultivi. 
Arquivo Pessoal - Jonas Rodrigo Gonçalves: escrever uma redação por semana
“O candidato deve ter uma meta de elaborar pelo menos uma redação por semana, a partir de propostas de redação de concursos similares ocorridos. Caso não possa ter a oportunidade de suas redações serem corrigidas por um profissional, pode ser usada, inclusive, a inteligência artificial para que o candidato tenha uma noção da correção da redação”, reforça o professor Jonas Rodrigo Gonçalves, do UniProcessus. 
*Estagiário sob a supervisão de Ana Sá