Caso Lázaro

Polícia acredita que Lázaro integrava associação voltada a crimes violentos

Seis dias antes de matar a família Vidal, Lázaro Barbosa Sousa assassinou o caseiro Ricardo Ossamu Araki, conhecido como Japão, na fazenda Castelo da Boa Guarda, em Girassol

Darcianne Diogo
postado em 29/06/2021 23:42 / atualizado em 29/06/2021 23:51
Lázaro foi morto nessa segunda-feira (28/6), em troca de tiros com a polícia -  (crédito: Polícia Civil/Divulgação)
Lázaro foi morto nessa segunda-feira (28/6), em troca de tiros com a polícia - (crédito: Polícia Civil/Divulgação)

A Polícia Civil do Estado de Goiás (PCGO) acredita que Lázaro Barbosa Sousa, 32 anos, integrava uma associação criminosa voltada aos crimes de roubos e homicídios. Outras pessoas estão sendo investigadas por participarem de delitos junto ao criminoso. Entre eles, o do assassinato da família Vidal, em 9 de junho, em Ceilândia Norte. O Correio revelou que os homicídios podem ter o envolvimento de mais pessoas.

Um dos suspeitos de integrar a suposta quadrilha seria Elmi Caetano, 74, preso na quinta-feira (24/6), por auxiliar na fuga de Lázaro. O Correio apurou que no celular do fazendeiro foram encontradas mensagens dele com outra pessoa, em que afirmava que prestava apoio ao criminoso. “A prisão dele foi convertida em preventiva pelo fato de que, como ele estava ajudando, caso fosse solto, poderia prestar auxílio novamente e prejudicar as investigações”, detalhou o delegado-titular da 17ª Delegacia Regional de Polícia (DPR), Cléber Martins.

Seis dias antes de matar os empresários Cleonice Marques, 43 anos, Cláudio Vidal, 48, e dos dois filhos do casal, Gustavo Marques Vidal, 21, e Carlos Eduardo Marques Vidal, 15, Lázaro assassinou o caseiro Ricardo Ossamu Araki, conhecido como Japão, na fazenda Castelo da Boa Guarda, em Girassol, distrito de Cocalzinho de Goiás. “Inicialmente, o caso foi registrado como latrocínio, mas Lázaro não teria levado nada da casa, então a ocorrência pode reverter para homicídio”, frisou o delegado.

Contra Lázaro, há, pelo menos, 10 inquéritos instaurados em Goiás. No DF, são sete, incluindo crimes violentos, como latrocínios e homicídios, além de roubos e estupros. A polícia trabalha, agora, na captura de outros suspeitos ligados a Lázaro. As investigações correm em sigilo.

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