Julgamento

China condena empresário à morte por "corrupção e bigamia"

Lai Xiaomin foi considerado culpado de ter recebido 260 milhões de dólares em subornos. Em janeiro de 2020, ele fez uma confissão transmitida pela televisão e afirmou que não gastou nenhum centavo do dinheiro

Agência France-Presse
postado em 05/01/2021 08:57 / atualizado em 05/01/2021 08:58
Lai Xiaomin (C), ex-presidente da China Huarong Asset Management Co., durante seu julgamento no Segundo Tribunal Popular Intermediário em Tianjin, em 11 de agosto de 2020. -  (crédito: Handout / Segundo Tribunal Popular Intermediário de Tianjin / AFP)
Lai Xiaomin (C), ex-presidente da China Huarong Asset Management Co., durante seu julgamento no Segundo Tribunal Popular Intermediário em Tianjin, em 11 de agosto de 2020. - (crédito: Handout / Segundo Tribunal Popular Intermediário de Tianjin / AFP)

O ex-presidente de um dos principais conglomerados financeiros da China foi condenado nesta terça-feira à pena de morte por "corrupção e bigamia", anunciou a justiça.

Lai Xiaomin, ex-presidente do China Huarong, foi considerado culpado de ter recebido 260 milhões de dólares em subornos.

Os valores são "muito elevados e as circunstâncias particularmente graves, com uma clara intenção de delinquir", afirma no veredicto o tribunal de Tianjin (norte).

Lai Xiaomin também foi condenado por bigamia por ter "vivido durante muito tempo com outras mulheres" fora de seu matrimônio, com as quais teve filhos ilegítimos.

Em janeiro de 2020, Lai fez uma confissão transmitida pelo canal público CCTV, que exibiu imagens de um apartamento de Pequim supostamente de sua propriedade, com cofres e armários repletos de dinheiro.

Lai Xiaomin afirmou que não gastou nenhum centavo. "Não me atrevi a gastar o dinheiro", disse.

As imagens também mostraram carros de luxo e barras de ouro que Lai teria aceitado como suborno.

A China iniciou uma grande campanha anticorrupção em 2012, depois que o presidente Xi Jinping se tornou o líder do Partido Comunista (PCC).

Desde então, mais de 1,5 milhão de dirigentes do PCC foram punidos.

Os grupos de defesa dos direitos humanos denunciam a prática na China das "confissões televisionadas" que, de acordo com as associações, são obtidas por meio de tortura ou chantagem.

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