Pandemia

Itália prolonga restrições para conter a propagação do coronavírus

A Itália foi o primeiro país europeu afetado pela pandemia e registra mais de 75 mil mortes. A reabertura das escolas foi adiada

Agência France-Presse
postado em 05/01/2021 09:56
 (crédito: AFP )
(crédito: AFP )

A Itália decidiu adiar a reabertura das escolas de ensino médio, como parte das restrições para conter a propagação da covid-19, uma medida que preocupa devido ao aumento do abandono escolar após meses de ensino à distância.

O retorno presencial às escolas de ensino médio começará em 11 de janeiro e não em 7 de janeiro, como programado inicialmente.

Os estudantes mais jovens retornarão às aulas no dia 7, mas apenas 50%, de acordo com o decreto adotado pelo Conselho de Ministros na madrugada desta terça-feira (5/01).

Essa é uma decisão de caráter nacional, devido ao fato de várias regiões já terem decidido adiar o início do ano letivo até o final de janeiro por conta do aumento no número de casos.

Os estudantes italianos tiveram poucos meses de aulas presenciais em 2020 como consequência do confinamento imposto em março e das novas restrições adotadas em outubro para enfrentar a segunda onda do coronavírus.

Itália, o primeiro país europeu afetado pela pandemia, registra mais de 75 mil mortes.

A ONG Save the Children alertou em nota nesta terça-feira sobre o impacto que essas medidas têm para os adolescentes.

Segundo um estudo, 28% dos estudantes afirmam que ao menos um colega de classe abandonou as aulas, o que implicaria um aumento considerável do abandono escolar.

De acordo com a pesquisa, para 1.000 adolescentes de 14 a 18 anos, os principais motivos para o abandono escolar são a dificuldade para se conectar online e a falta de concentração.

Na Itália, 37% dos estudantes entrevistados afirmam que sua capacidade de estudo foi negativamente afetada.

Para a ONG, a maioria dos estudantes não possui bons equipamentos ou um espaço adequado para estudar em casa.

"Há o risco de que as grandes ausências escolares se transformem em abandono permanente e que muitos adolescentes, em um contexto de grave crise econômica, acabem entrando nas filas dos trabalhadores explorados", alertou Raffaela Milano, diretor da ONG para Itália e Europa, em um comunicado de imprensa.

No novo decreto, o governo também prolongou a proibição de circulação entre as diferentes regiões até 15 de janeiro e confirmou que bares, cafeterias e restaurantes permanecerão fechados em 9 e 10 de janeiro.

Toda a península foi classificada como área "vermelha", ou seja, de alto risco de contágio, durante as celebrações de fim de ano, que acabam em 6 de janeiro com a festa da Epifania, feriado na Itália.

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