A plenária da Cúpula Ibero-americana que busca mais acesso às vacinas e financiamento para a recuperação pós-covid para a América Latina começou nesta quarta-feira (21/4) em Andorra, em um momento em que a pandemia não dá trégua na região.
Devido à crise de saúde, a ampla maioria dos representantes dos 22 países do bloco de países latino-americanos e da península ibérica fará discursos virtuais na reunião em Soldeu, uma cidade deste pequeno estado europeu localizado entre Espanha e França.
Na sessão plenária, que começou com um minuto de silêncio pelas vítimas da covid-19, treze dos dezenove líderes latino-americanos participaram. Os presidentes do Brasil, El Salvador, México, Nicarágua, Paraguai e Venezuela não compareceram à cúpula.
Embora sua presença tenha sido confirmada em um primeiro momento, o venezuelano Nicolás Maduro será substituído pela sua vice-presidente Delcy Rodríguez, afirmou à AFP a secretária-geral ibero-americana, Rebeca Grynspan.
O possível discurso gerou polêmica, já que sua legitimidade é questionada por boa parte dos outros países participantes.
O cubano Miguel Díaz-Canel vai discursar, recém-eleito primeiro-secretário do Partido Comunista de Cuba, o cargo máximo do país.
Presencialmente estarão apenas os presidentes da Guatemala e República Dominicana, na qualidade de anfitriões da precedente e da próxima cúpula, assim como os chefes de Governo de Andorra, Portugal e Espanha, também representada pelo rei Felipe VI.
Um dos assuntos-chave desta reunião, que marca três décadas dos fóruns políticos ibero-americanos desde sua fundação em 1991, será o acesso às vacinas contra o coronavírus, cuja administração ainda é muito baixa na América Latina, com menos de 10% da população vacinada.
A desigualdade em sua distribuição desencadeou críticas de alguns líderes em eventos anteriores à cúpula.
"Um pequeno grupo de países tem todas as vacinas e a grande quantidade de países não tem acesso à vacina", disse na terça-feira (20/4) o presidente da Guatemala, Alejandro Giammattei.
"O sistema Covax foi um fracasso", afirmou Giammattei, referindo-se ao mecanismo implementado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para uma distribuição igualitária das vacinas, que sofreu atrasos e entregou somente três milhões de doses em uma América Latina com mais de 600 milhões de habitantes.
O primeiro-ministro espanhol, o socialista Pedro Sánchez, anunciou que seu país "doará, quando for possível, vacinas para a América Latina", mas sem especificar a quantidade de doses.
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