Afeganistão

EUA elogia 'cooperação' do Talibã em nova retirada do Afeganistão

Os Estados Unidos elogiaram a "cooperação" e "flexibilidade" do Talibã no primeiro voo de evacuação desde sua retirada do Afeganistão.

Agence France-Presse
postado em 09/09/2021 17:52
 (crédito: Wakil Kohsar / AFP)
(crédito: Wakil Kohsar / AFP)

Os Estados Unidos elogiaram na quinta-feira (9) a "cooperação" e "flexibilidade" do Talibã no primeiro voo de evacuação desde sua retirada do Afeganistão.

"O Talibã cooperou para facilitar a partida de cidadãos americanos e residentes legais permanentes em voos charter" do aeroporto de Cabul, disse a porta-voz do Conselho de Segurança Nacional, Emily Horne, sobre o voo para o Catar.

"Eles mostraram flexibilidade e foram práticos e profissionais ao lidar conosco nesse esforço", acrescentou Horne, afirmando que a Casa Branca também agradeceu o Catar pelos seus esforços.

A porta-voz enfatizou que os esforços continuarão para facilitar as evacuações de americanos e afegãos que trabalharam com a missão dos EUA.

O primeiro voo para evacuar civis de Cabul desde a retirada das tropas americanas no final de agosto pousou no Catar na quinta-feira com 113 passageiros, incluindo americanos, canadenses, alemães e ucranianos, disse uma fonte próxima da operação à AFP, na capital Doha.

Mais de 30 cidadãos americanos ou residentes permanentes foram convidados a embarcar no voo, mas os funcionários americanos estão verificando quantos viajaram finalmente, disse o porta-voz do Departamento de Estado, Ned Price.

"Obviamente gostaríamos de ver mais voos deste tipo", disse Price.

"Temos ouvido declarações públicas de que, de fato, pode haver mais", acrescentou.

O governo de Joe Biden disse anteriormente que cerca de 100 americanos ainda estavam no Afeganistão e que desejavam ir embora após a conclusão da ponte aérea realizada pelo exército dos Estados Unidos em agosto, em meio à tomada de poder dos talibãs, que levou à retirada de mais de 123.000 pessoas do país.

Price disse que a maioria dos americanos que permaneciam no Afeganistão tinham ligações com o país e deviam tomar decisões "dolorosas" sobre uma eventual partida e que não tinham que decidir agora.


 


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