Guerra no leste europeu

Lula diz que países latino-americanos e caribenhos escolheram viver em paz

Em discurso nesta quinta-feira (3/3) na Câmara de Deputados do México, o petista voltou a criticar a guerra na Ucrânia e destacou posição pacífica dos países latino-americanos

Victor Correia
postado em 03/03/2022 14:23
 (crédito: AFP PHOTO/MEXICAN PRESIDENCY)
(crédito: AFP PHOTO/MEXICAN PRESIDENCY)

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que os países latino-americanos e caribenhos “escolheram viver em paz”. Para ele, é louvável “a opção por uma convivência harmônica” no momento em que se desenrola uma nova guerra envolvendo Rússia, Estados Unidos e Ucrânia. A fala ocorreu nesta quinta-feira (3/3) em discurso na Câmara dos Deputados do México.

Lula falou sobre a criação da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac) em 23 de fevereiro de 2010 — durante o governo de Dilma Rousseff (PT). “Somos 65 milhões de seres humanos, falando diferentes idiomas, mas, ainda assim, nos entendemos e escolhemos viver em paz”. O Celac é um bloco regional composto por 33 países que visa a cooperação entre seus membros para o desenvolvimento e concertação política.

É a segunda vez que o petista critica a guerra entre Rússia e Ucrânia desde ontem, quando pediu aos envolvidos no conflito que “baixem as armas, sentem na mesa de negociação e encontrem a solução para o problema que levou vocês ao começo de uma guerra”. O discurso foi proferido na Segunda Assembleia de Legisladores do Morena, o Movimiento de Regeneración Nacional, partido de esquerda ao qual o atual presidente do México, Andrés Manuel López Obrador, é filiado.

Participação feminina

Na fala de hoje, o petista também acenou a uma maior participação das mulheres na política e em outras áreas da sociedade. Lula afirmou que a composição feminina no parlamento mexicano é um exemplo para o Brasil e que o PT quer “estabelecer uma forma de convencer a sociedade brasileira que as mulheres sabem e podem governar igual ou melhor que os homens”. Lula citou a trajetória de Dilma Rousseff e afirmou que “ela foi presa, torturada e foi presidente quando não imaginava mais participar da vida política brasileira”.

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