VENEZUELA

Maduro canta 'Imagine' e pede paz em meio à pressão militar dos EUA

Em clima de crescente tensão com os Estados Unidos, presidente venezuelano recorre ao clássico de John Lennon para defender diálogo enquanto os EUA ampliam operações militares no Caribe

Maduro acenando uma bandeira venezuelana no commício -  (crédito: AFP)
Maduro acenando uma bandeira venezuelana no commício - (crédito: AFP)

Em meio as tensões das últimas semanas entre Caracas e Washington, o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, transformou um comício em Miranda no sábado (15/11) em um ato simbólico pela paz. Diante de milhares de apoiadores, o líder venezuelano surpreendeu ao cantar Imagine, clássico de John Lennon, usando a letra como um "pedido" a Trump para tentar impedir a escalada militar norte-americana no Caribe.

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Enquanto entoava parte do verso “imaginem todas as pessoas”, Maduro foi acompanhado por aplausos e gritos de apoio. Ele afirmou que o país vive “o momento de renovar a esperança e defender a convivência pacífica”, numa referência direta ao aumento de operações militares dos Estados Unidos na região. O gesto, incomum até para os padrões de seus comícios, foi interpretado como uma tentativa de reforçar sua narrativa de que Caracas estaria sob ameaça externa.

O discurso musical de Maduro ocorre logo após Washington anunciar a ampliação de sua ofensiva no Caribe. Sob o nome Southern Spear (Lança do Sul), a operação mobiliza o Comando Sul e uma força-tarefa dedicada a combater o que o governo dos EUA classifica como redes de “narcoterrorismo”. De acordo com dados divulgados por autoridades americanas, já foram realizados cerca de 20 ataques contra embarcações suspeitas, resultando em aproximadamente 80 mortes.

O secretário de Defesa Pete Hegseth — que, segundo o governo Trump, passou a ser referido internamente como “secretário de Guerra” — apresentou a operação como uma resposta direta ao suposto envolvimento de autoridades venezuelanas com o tráfico internacional de drogas. Maduro rejeita todas as acusações e as classifica como justificativa para uma intervenção militar.

Nas últimas semanas, declarações de autoridades dos dois países aumentaram a incerteza sobre os próximos passos. Em entrevista a TV norte-americana, Donald Trump evitou descartar uma ação militar ao afirmar: “Não vou dizer o que vou fazer com a Venezuela”. A fala intensificou especulações sobre a possibilidade de um ataque terrestre.

Em resposta, o governo venezuelano anunciou uma mobilização nacional de tropas e reforçou sua posição de que está sendo alvo de uma campanha internacional para derrubá-lo.

 
 
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postado em 16/11/2025 16:56
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