
O governo da Venezuela denunciou neste sábado uma "agressão militar" dos Estados Unidos após relatos de explosões e do sobrevoo de aeronaves em Caracas e em outras partes do país.
Vídeos gravados por moradores mostravam colunas de fumaça e detonações, além de algumas aeronaves voando a baixa altitude.
Várias áreas de Caracas ficaram sem energia elétrica, segundo relatos de moradores e de jornalistas que colaboram com a BBC Mundo.
As explosões começaram a ser ouvidas pouco depois das 2h deste sábado em locais como a base aérea de La Carlota, em Caracas, e em áreas próximas.
O governo da Venezuela denunciou o ocorrido como uma "agressão militar" dos Estados Unidos.
"A República Bolivariana da Venezuela rejeita, repudia e denuncia perante a comunidade internacional a gravíssima agressão militar perpetrada pelo atual Governo dos Estados Unidos da América contra o território e a população venezuelanos, nas localidades civis e militares da cidade de Caracas, capital da República, e nos estados Miranda, Aragua e La Guaira."
"Tal agressão ameaça a paz e a estabilidade internacional, em especial da América Latina e do Caribe, e coloca em grave risco a vida de milhões de pessoas", acrescentou o governo em comunicado.
"A tentativa de impor uma guerra colonial para destruir a forma republicana de governo e forçar uma mudança de regime, em aliança com a oligarquia fascista, fracassará como todas as tentativas anteriores."
O governo convocou "todas as forças sociais e políticas do país a ativar os planos de mobilização e repudiar este ataque imperialista".
O presidente Nicolás Maduro, segundo o governo, assinou e decretou o "estado de comoção externa em todo o território nacional".
"Em estrita observância ao artigo 51 da Carta das Nações Unidas, a Venezuela se reserva o direito de exercer a legítima defesa para proteger seu povo, seu território e sua independência."
Segundo a rede americana CBS, parceira da BBC nos Estados Unidos, "o presidente Trump ordenou os ataques em várias partes da Venezuela, incluindo instalações militares".
Os ataques ocorrem em meio a um período de forte tensão entre os dois países.
Os Estados Unidos vinham aumentando a presença militar no Caribe nos últimos meses e deixaram claro que poderia haver um ataque à Venezuela contra o governo liderado por Nicolás Maduro, a quem consideram um presidente ilegítimo e que vinculam ao narcotráfico.
A jornalista Vanessa Silva, que vive em Caracas, viu uma explosão da janela de sua casa. Disse que foi enorme, "mais forte que um raio", e que fez tremer o prédio onde mora.
"O coração disparou e minhas pernas tremiam", contou Silva sobre a proximidade das explosões, que pareceram ser muito precisas.
Esta é uma notícia em atualização. Mais informações em breve.

