Milhares de agricultores irlandeses protestaram neste sábado (10/1) contra o acordo comercial entre União Europeia e Mercosul, um dia depois dos Estados-membros da UE o foram aprovados, apesar da oposição de vários países, entre eles a Irlanda.
Tratores tomaram as estradas de Athlone, no centro da Irlanda, exibindo faixas com slogans como "Parem o UE-Mercosul" e a bandeira da União Europeia com a palavra "Vendidos".
Na sexta-feira, também houve manifestações na Polônia e bloqueios de estradas na França e na Bélgica, enquanto a UE aprovava o acordo comercial, que agora aguardava a ratificação do Parlamento Europeu.
Os agricultores temem que o pacto os prejudique e levem uma entrada abundante de produtos mais baratos procedentes dos países da América do Sul.
O acordo, negociado ao longo de mais de 25 anos, criaria uma maior área de livre comércio do mundo, impulsionando o comércio entre a UE e Brasil, Paraguai, Argentina e Uruguai.
Os agricultores irlandeses têm especificamente que o acordo facilita a entrada de 99.000 toneladas de carne bovina mais barata procedente da América do Sul.
Neste sentido, a Associação de Agricultores Irlandeses (IFA), principal grupo de lobby do setor agrícola na Irlanda, descreveu o acordo como “muito decepcionante”.3
“Esperamos que os eurodeputados irlandeses se posicionem ao lado da comunidade agrícola e rejeitem o acordo com o Mercosul”, afirmou a presidente da IFA, Francie Gorman, em comunicado.
A assinatura do acordo ocorrerá no sábado, 17 de janeiro, em Assunção, capital do Paraguai, confirmou o ministro das Relações Exteriores, Rubén Ramírez.
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