O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou na terça-feira (20/1) que o Conselho de paz proposto por seu governo “pode” substituir a Organização das Nações Unidas (ONU). A declaração foi dada durante uma coletiva de imprensa na Casa Branca, realizada para marcar um ano desde o retorno de Trump ao cargo.
Na conversa com jornalistas, Trump disse ser “um grande fã do potencial” da ONU, mas alegou que a entidade “nunca esteve à altura do seu potencial”. “A ONU simplesmente não tem sido muito útil”, afirmou, ao defender que a organização deveria ter resolvido guerras e crises internacionais que, segundo ele, foram enfrentadas por sua administração sem recorrer ao sistema das Nações Unidas.
A fala ocorreu após pergunta da correspondente Raquel Krähenbühl, da TV Globo, sobre a ambição do conselho e se a iniciativa seria pensada como alternativa à ONU. Na mesma interação, Trump também mencionou que espera um “grande papel” do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no colegiado, ao confirmar que enviou convite ao brasileiro.
O chamado “Conselho de Paz” foi criado por Trump para negociar o encerramento da guerra entre Israel e Hamas em Gaza, com a proposta de acompanhar os desdobramentos do acordo e atuar como instância de coordenação política. O governo americano tem enviado convites a líderes estrangeiros para compor o grupo.
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A reação da própria ONU veio ainda no mesmo dia. À CNN, o subsecretário-geral para Assuntos Humanitários e coordenador de Socorro de Emergência, Tom Fletcher, afirmou que o conselho proposto por Trump não substituirá as Nações Unidas e que a organização seguirá existindo. “Está claro para mim, e para meus colegas também, que as Nações Unidas não vão a lugar nenhum”, disse.
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