A guerra no Oriente Médio entrou no quarto dia nesta terça-feira (3/3) com a ampliação das frentes de combate e a intensificação de ataques entre Irã, Israel e forças ligadas aos Estados Unidos. O cenário inclui ofensivas aéreas em Teerã, ação terrestre no sul do Líbano e relatos de ataques a instalações norte-americanas na região.
O Exército iraniano afirmou ter lançado ataques com drones contra alvos militares israelenses e contra a base aérea americana de Al Udeid, no Catar. Segundo comunicado publicado pelo jornal Shargh, “drones de combate destrutivos” das forças terrestres, aéreas e navais atingiram “áreas militares do regime sionista nos territórios ocupados e as bases das forças americanas em Al Udeid”.
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Até o momento, não houve confirmação sobre os danos provocados pelos supostos ataques à base norte-americana.
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Em resposta, o Exército israelense informou que bombardeou a sede da Presidência e o Conselho de Segurança do Irã, em Teerã. De acordo com comunicado militar, a Força Aérea atacou “instalações dentro do complexo da direção do regime terrorista iraniano no coração de Teerã”.
A ofensiva integra o conjunto de ações iniciadas por Israel após ataques conjuntos de forças israelenses e americanas contra alvos iranianos, que desencadearam a atual escalada militar.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, advertiu que a guerra contra o Irã pode se prolongar por “um mês ou mais”, sinalizando que Washington não descarta uma operação de maior duração caso os ataques iranianos continuem.
Avanço no Líbano
Paralelamente, Israel abriu uma nova frente terrestre no sul do Líbano. Em publicação nas redes sociais, o ministro da Defesa, Israel Katz, afirmou que ele e o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu autorizaram as Forças de Defesa de Israel a avançar e assumir o controle de territórios adicionais para impedir ataques contra comunidades israelenses na fronteira.
Segundo Katz, a decisão visa conter disparos atribuídos ao Hezbollah. “A organização terrorista está pagando e pagará um preço alto por atirar contra Israel”, declarou.
O governo israelense sustenta que o objetivo é proteger os assentamentos na região da Galileia e evitar bombardeios diretos contra áreas civis. As autoridades ordenaram a retirada dos moradores da região sul do Líbano.
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