
O prazo estabelecido pelo ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para que o Irã reabra o Estreito de Ormuz termina às 21h desta terça-feira (7/4), horário de Brasília. A região é estratégica para o comércio global de petróleo.
No último sábado (4/4), Trump disse que o governo iraniano tinha 48 horas para normalizar as atividades na passagem marítima, e ameaçou novos ataques caso contrário.
"Lembram-se de quando dei ao Irã dez dias para FAZER UM ACORDO ou ABRIR O ESTREITO DE ORMUZ? O tempo está se esgotando — 48 horas antes que o inferno se abata sobre eles. Glória a DEUS!", escreveu o presidente norte-americano em sua rede social Truth Social.
Poucas horas depois, em uma nova publicação, Trump pareceu estender o prazo: “Terça será o Dia das Usinas e o Dia das Pontes, tudo junto, no Irã. Não haverá nada igual! Abram o Estreito, seus loucos, ou vão viver no inferno – É SÓ OLHAR! Louvado seja Alá.”
A ameaça ocorreu um dia depois de o Irã alvejar e derrubar dois aviões militares norte-americanos. Segundo o próprio Trump, em outra publicação na rede, os tripulantes conseguiram se ejetar e foram regatados.
O republicano reforçou a ordem no domingo. Trump publicou um ultimato na rede Truth Social, exigindo a liberação da rota marítima e ameaçando consequências diretas. “Abram o estreito, seus bastardos loucos, ou vocês vão viver no inferno”, escreveu.
Do lado iraniano, a resposta veio nesta segunda-feira (6/4). A Guarda Revolucionária afirmou que prepara uma “nova ordem” no Golfo e indicou que o cenário no Estreito de Ormuz não deve retornar ao padrão anterior. Segundo a força naval do grupo, as condições “nunca voltarão ao status anterior, em particular para os Estados Unidos e Israel”.
O Estreito de Ormuz é uma das principais rotas marítimas do mundo, responsável pelo escoamento de cerca de um quinto do petróleo consumido globalmente. Qualquer interrupção no fluxo pode provocar impacto imediato nos preços internacionais e na economia global.

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