EUA

Jimmy Kimmel rebate críticas por piada sobre Melania Trump

O comediante minimizou as críticas e explicou que "obviamente" se tratava de uma piada "sobre a diferença de idade entre eles"

Trump disse que Kimmel deveria ser demitido imediatamente. -  (crédito: Patrick T. Fallon/AFP)
Trump disse que Kimmel deveria ser demitido imediatamente. - (crédito: Patrick T. Fallon/AFP)

O comediante americano Jimmy Kimmel, que Donald Trump pediu que fosse demitido por uma piada sobre a primeira-dama, negou na segunda-feira (27) que a brincadeira tenha sido uma incitação à violência contra o presidente. 

Trump disse que Kimmel deveria ser demitido imediatamente por afirmar, em um de seus monólogos de humor na semana passada, que a primeira-dama irradiava "a aura de uma futura viúva". 

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Enquanto o comediante sustenta que se tratava de uma piada sobre a diferença de idade do casal, o presidente a classificou como um "desprezível apelo à violência". 

O comentário foi feito dois dias antes de um homem armado tentar invadir o jantar de correspondentes da Casa Branca em Washington, incidente pelo qual foi acusado de tentativa de assassinato do mandatário. 

Em seu programa da quinta-feira da semana passada, Kimmel estava parodiando um mestre de cerimônias da gala e, em determinado momento, dirigiu-se a Melania Trump: "Senhora Trump, a senhora tem a aura de uma futura viúva". 

Trump completará 80 anos em junho e é o presidente mais velho da história dos Estados Unidos, enquanto sua esposa, uma ex-modelo nascida na Eslovênia, tem 56 anos. 

Assim como outros republicanos, a primeira-dama criticou Kimmel na segunda-feira e pediu que a emissora ABC "assuma uma posição" contra o apresentador. 

Kimmel, porém, minimizou as críticas e explicou que "obviamente" se tratava de uma piada "sobre a diferença de idade entre eles". 

"Foi uma piada muito leve" sobre "o fato de que ele tem quase 80 e ela é mais jovem do que eu", acrescentou Kimmel em seu programa noturno de segunda-feira. 

O apresentador também chamou Trump a dialogar sobre a retórica "de ódio", uma aparente referência aos comentários incendiários do presidente sobre grupos como migrantes, seus opositores políticos e a imprensa. 

"Concordo que a retórica de ódio e violenta é algo que devemos rejeitar", disse Kimmel. "Acho que um ótimo meio para começar a reduzir esse tom seria ter uma conversa sobre isso com o seu marido", acrescentou, dirigindo-se à primeira-dama. 

Grande estrela dos programas noturnos de TV, os famosos "late night shows", Kimmel já havia sido acusado pela direita de explorar politicamente o assassinato do influenciador pró-Trump Charlie Kirk no ano passado. 

Propriedade da Disney, a ABC tirou o apresentador do ar, mas o reintegrou uma semana depois, após acusações de censura.

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Por AFP
postado em 28/04/2026 10:56
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