ESTADOS UNIDOS

Mulher obesa é impedida de viajar por não ter comprado assento extra

Jovem relata constrangimento após ser retirada de voo; Caso revive debate sobre regras para passageiros que precisam de acessibilidade

Uma passageira norte-americana afirma ter sido impedida de embarcar em um voo doméstico nos Estados Unidos após funcionários da companhia aérea avaliarem que ela não poderia viajar ocupando apenas um assento. 

A jovem, de 24 anos, relatou que o episódio ocorreu durante o embarque em um voo que partiria do aeroporto LaGuardia, em Nova York, com destino a Houston. Keirstyn Catron estava acomodada na aeronave quando foi abordada por uma funcionária da Southwest Airlines, que questionou se ela conseguiria se acomodar adequadamente no assento.

Segundo o relato, mesmo após afirmar que já havia viajado anteriormente sem dificuldades, a passageira foi informada de que não poderia seguir no voo. Funcionários teriam alegado que, devido ao seu tamanho, ela poderia comprometer o conforto e a segurança de outros passageiros.

A situação gerou constrangimento. A cliente contou que tentou argumentar, sugerindo alternativas como sentar ao lado de um conhecido, mas não teve sucesso. Em seguida, escutou a frase “considerando o seu tamanho, você é uma mulher muito grande, parece que você não conseguirá embarcar neste voo”, após a frase, Keirstyn foi orientada a deixar a aeronave e buscar outro voo em que pudesse adquirir dois assentos.

Ela foi realocada para um voo no dia seguinte, no qual conseguiu embarcar. Ainda assim, relatou preocupação de que a situação pudesse se repetir. No novo trajeto, a companhia teria deixado um assento livre ao seu lado.

O episódio ocorre em meio a mudanças nas políticas da empresa relacionadas à ocupação de assentos. A companhia passou a adotar regras mais rígidas para passageiros que necessitam de espaço adicional, recomendando a compra de um assento extra em casos específicos.

A medida, no entanto, tem gerado críticas nas redes sociais. Parte dos consumidores considera a política excludente e aponta falta de sensibilidade no tratamento de situações individuais. Outros defendem que as companhias precisam estabelecer critérios claros para garantir conforto e segurança a todos a bordo.

*Estagiária sob supervisão de Luiz Felipe

Mais Lidas