A República Democrática do Congo passará a receber imigrantes deportados pelos Estados Unidos que não tenham nacionalidade congolesa, segundo acordo bilateral que entra em vigor ainda neste mês. As informações são da BBC internacional.
De acordo com o Ministério das Comunicações congolês, foi implementado um sistema de acolhimento temporário, com instalações já selecionadas na capital, Kinshasa. O governo informou que os Estados Unidos serão responsáveis por fornecer “apoio logístico e técnico”, sem custos financeiros para o país africano.
O número de migrantes que poderão ser enviados ao Congo não foi divulgado. A iniciativa faz parte de uma política mais ampla de Washington de reforço no controle migratório, que inclui o envio de deportados a países terceiros — ou seja, nações que não são nem o local de origem nem o destino final dos migrantes.
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Em comunicado oficial, o governo congolês afirmou que a decisão está alinhada ao compromisso do país com “a dignidade humana, a solidariedade internacional e a proteção dos direitos dos migrantes”. A República Democrática do Congo junta-se, assim, a outros países africanos que já participam desse tipo de acordo com os Estados Unidos, como Eswatini, Gana e Sudão do Sul.
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O entendimento ocorre em paralelo a negociações entre Washington e Kinshasa para um possível acordo no setor mineral. Os Estados Unidos buscam acesso às vastas reservas congolesas de metais estratégicos, incluindo cobalto, tântalo, lítio e cobre — recursos considerados essenciais para a indústria tecnológica e a transição energética global.
