O papa Leão XIV criticou, neste sábado (11/4), os belicistas e conclamou bilhões de pessoas em todo o mundo a abraçar a paz e a voltar "a acreditar no amor, na moderação, na boa política".
Em um dos seus apelos mais veementes até agora para pôr fim ao conflito que devasta o Oriente Médio, o papa americano afirmou que é necessária fé "para enfrentar juntos, como humanidade e com humanidade, esta hora dramática da história".
"Basta de idolatria de si mesmo e do dinheiro! Basta de exibição de força! Basta de guerra! A verdadeira força se manifesta no serviço à vida", implorou o sumo pontífice em um discurso pronunciado durante uma vigília pela paz na Basílica de São Pedro, em Roma.
Proferidas em tom sereno, as palavras de Leão, de 70 anos, representam uma das críticas mais contundentes até hoje à onda de conflitos que assola o planeta.
"Queridos irmãos e irmãs, sem dúvida os governantes das nações têm responsabilidades inadiáveis. A eles gritamos: parem! É tempo de paz! Sentem-se à mesa do diálogo e da mediação, não à mesa onde se planeja o rearmamento e se deliberam ações de morte", pediu o papa.
Como fez no passado, o pontífice americano, naturalizado peruano, não citou nenhum político pelo nome nem apontou nenhum país em específico.
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