Europa sanciona colonos judeus

Os ministros das Relações Exteriores dos 27 países-membros da União Europeia (UE) aprovaram ontem novas sanções contra colonos israelenses extremistas pela violência contra a população palestina no território ocupado da Cisjordânia, depois de o novo governo da Hungria concordar com a medida e pôr fim a meses de impasse.

"Está feito. A UE sanciona as principais organizações israelenses culpadas de apoiar a colonização extremista e violenta da Cisjordânia, assim como seus líderes", anunciou nas redes sociais o chanceler francês, Jean-Noël Barrot. "Esses atos extremamente graves e intoleráveis devem cessar imediatamente", acrescentou.

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 A decisão teve pronta resposta do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, que desde 2022 regularizou em massa novos assentamentos judaicos no território. Desde o ataque do movimento extremista Hamas a Israel, em outubro de 2023, que deixou mais de 1.300 mortos, o revide de Netanyahu matou mais de 72 mil palestinos na Faixa de Gaza. Paralelamente, os colonos judeus na Cisjordânia multiplicaram a invasão de vilarejos árabes e a destruição de plantações, criações e moradias, com saldo de mais de 1.200 mortes.

"Israel e EUA estão 'fazendo o trabalho' sujo pela Europa, ao lutarem pela civilização contra os jihadistas, enquanto a UE deixa evidente sua falência moral, ao equiparar cidadãos de Israel e terroristas do Hamas", escreveu Netanyahu no X.

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postado em 12/05/2026 17:01
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