COLÔMBIA

Integrantes da equipe de candidato à presidência da Colômbia são assassinados

Segundo um comunicado da equipe de Espriella, o coordenador local de campanha Rogers Mauricio Devia e seu assessor Eder Fabián Cardona foram abordados na noite de sexta-feira por quatro homens armados

O candidato presidencial de direita da Colômbia, Abelardo de la Espriella, do movimento Defensores de la Patria, discursa atrás de um vidro blindado durante um comício de campanha em Envigado, departamento de Antioquia, Colômbia, em 13 de maio de 2026 -  (crédito: Jaime SALDARRIAGA / AFP)
O candidato presidencial de direita da Colômbia, Abelardo de la Espriella, do movimento Defensores de la Patria, discursa atrás de um vidro blindado durante um comício de campanha em Envigado, departamento de Antioquia, Colômbia, em 13 de maio de 2026 - (crédito: Jaime SALDARRIAGA / AFP)

Dois integrantes da campanha de Abelardo de la Espriella, o candidato favorito da direita para as eleições presidenciais, foram mortos a tiros na sexta-feira em uma zona rural da Colômbia, informaram as autoridades. 

Segundo um comunicado da equipe de Espriella, o coordenador local de campanha Rogers Mauricio Devia e seu assessor Eder Fabián Cardona foram abordados na noite de sexta-feira por quatro homens armados em motos quando se deslocavam pelo departamento de Meta (centro-leste), depois de recolher material de propaganda eleitoral. 

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"Os fatos são de extrema gravidade e preocupantes por si só, mas também porque acontecem no contexto eleitoral, razão pela qual afetam gravemente o exercício dos direitos políticos e a participação democrática", afirmou a Defensoria do Povo em uma mensagem na rede sociak X.

A segurança é um tema central para as eleições presidenciais de 31 de maio. O senador de esquerda Iván Cepeda - favorito segundo as pesquisas - e os principais candidatos de direita, Espriella e Paloma Valencia, denunciaram ameaças de morte.

Os três fazem campanha com fortes esquemas de segurança em meio a uma onda de atentados e assassinatos no país.

Como um dos redutos históricos das extintas Farc, Meta conta com a presença de rebeldes guerrilheiros e é um dos corredores de tráfico de cocaína no país.

Na Colômbia é habitual que os grupos armados, que se financiam com atividades ilegais como o narcotráfico e a extorsão, exerçam uma grande pressão para influenciar as eleições.

A candidata à vice-presidência de Cepeda, Aida Quilcué, foi sequestrada durante algumas horas em fevereiro por um grupo de rebeldes dissidentes do acordo de paz de 2016 que desarmou a maior parte das Farc.

Outra dissidência guerrilheira é suspeita de ter ordenado o assassinato de Miguel Uribe, candidato baleado durante um comício em Bogotá em junho do ano passado. 

O crime reviveu o fantasma da violência política em um país onde vários candidatos à presidência foram assassinados pelo narcotráfico entre as décadas de 1980 e 1990.

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Por AFP
postado em 16/05/2026 15:53
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